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Governo federal envia Força Nacional a Rondônia para conter onda de ataques criminosos

- O Ministério da Justiça enviará a Força Nacional a Rondônia por 90 dias. - Ataques a ônibus em Porto Velho causaram suspensão do transporte público local. - O prefeito Léo Moraes pediu reforço na segurança para garantir a ordem. - A Operação Aliança Pela Vida visa combater facções criminosas na região. - Criminosos retaliaram após a operação, resultando na morte de um policial.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública enviará um contingente da Força Nacional para Rondônia nos próximos dias, com o objetivo de auxiliar as forças de segurança locais a combater os recentes ataques criminosos em Porto Velho e Mirante da Serra. A autorização para a atuação dos agentes, que será por um período de 90 […]

O Ministério da Justiça e Segurança Pública enviará um contingente da Força Nacional para Rondônia nos próximos dias, com o objetivo de auxiliar as forças de segurança locais a combater os recentes ataques criminosos em Porto Velho e Mirante da Serra. A autorização para a atuação dos agentes, que será por um período de 90 dias, foi concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski, atendendo a um pedido do governo estadual. O número exato de agentes mobilizados não foi divulgado por questões estratégicas.

Os ataques, que incluem incêndios a ônibus, geraram grande preocupação na população. Na terça-feira, 14 de janeiro, Porto Velho amanheceu sem transporte público, após rodoviários decidirem recolher os veículos por temores de segurança. O prefeito Léo Moraes solicitou ao governo estadual um reforço na segurança pública para garantir a ordem e a operação do transporte na cidade, atribuindo a “recente onda de ataques” a facções criminosas.

Até o momento, ao menos três ônibus foram incendiados em Porto Velho, além de um ônibus e um caminhão em Mirante da Serra. As autoridades locais afirmam que os ataques são uma retaliação à Operação Aliança Pela Vida, Moradia Segura, que teve início no final de 2024 e visa desarticular organizações criminosas em áreas habitacionais. A operação já resultou na recuperação de cerca de 70 apartamentos invadidos e na apreensão de drogas e armas.

A situação se agravou após o assassinato do cabo Fábio Martins, do Batalhão de Polícia Ambiental, em resposta à primeira fase da operação. A Polícia Militar mobilizou mais de 200 policiais para a segunda fase da operação, destacando a necessidade de uma resposta enérgica do Estado diante da violência. O comandante do 9º Batalhão, tenente-coronel Ewerson Pontes, ressaltou que as facções criminosas lucram não apenas com o tráfico de drogas, mas também com roubos e a exploração de imóveis invadidos.

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