O presidente Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que outros países deveriam pagar aos EUA pela atuação como “guardiões” do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás.
O presidente Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (13) que outros países deveriam pagar aos EUA pela atuação como “guardiões” do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do mundo para o transporte de petróleo e gás.
Durante uma participação por telefone no programa Fox & Friends, da emissora Fox News, Trump disse que os Estados Unidos já gastam grandes quantias para proteger a passagem e que deveriam ser reembolsados por esse trabalho.
“Nós vamos manter o Estreito e provavelmente administrá-lo. Vamos nos tornar os guardiões do estreito. Talvez possamos chamá-lo de anjo da guarda do estreito. E deveríamos ser reembolsados por isso”, afirmou o presidente norte-americano.
“Vamos protegê-lo. Vamos receber por protegê-lo..muito dinheiro”, acrescentou. Segundo Trump, outros países são “muito ricos” e não seria esperado que os Estados Unidos realizassem essa tarefa “de graça”.
Mais tarde, em publicação na rede social Truth Social, Trump voltou a falar que os EUA serão conhecidos como os “guardiões do Estreito de Ormuz”. Na publicação, o presidente estabeleceu uma taxa de 20% sobre toda carga transportada como valor de reembolso.
“Os Estados Unidos da América, a partir deste momento, serão conhecidos como “OS GUARDIÕES DO ESTREITO DE ORMUZ”. Mas, como tal, e por uma questão de JUSTIÇA, serão reembolsados a uma taxa de 20% sobre toda carga transportada, para cobrir todos e quaisquer custos necessários para realizar o trabalho de fornecer segurança e proteção a esta região do mundo, extremamente volátil.”, escreveu
As declarações ocorrem em meio a escalada de tensão entre Irã e Estados Unidos após o fim precoce do memorando de entendimento assinado pelos países para terminar com a guerra iniciada em fevereiro deste ano.
Irã afirma que Estreito de Ormuz está bloqueado
No domingo (12), a Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico informou que o trânsito de embarcações pelo Estreito de Ormuz estava temporariamente fechado.
Em uma publicação na rede social X, o órgão responsável por autorizar e regulamentar o tráfego marítimo na região afirmou que a interrupção ocorreu devido a “movimentos ilegais das forças militares dos Estados Unidos” na área.
“Informamos a todos os interessados que, devido aos recentes movimentos ilegais das forças militares dos Estados Unidos na região, a passagem pelo Estreito de Ormuz não é possível neste momento”, afirmou a autoridade.
A PGSA informou ainda que, após o restabelecimento da estabilidade e da segurança na região, os pedidos de autorização para passagem de navios serão analisados conforme o cronograma estabelecido.
O governo americano, porém, rejeita a ideia de que o Irã tenha controle sobre a passagem. Em comunicado divulgado pelo Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM), Washington afirmou que o estreito é um “corredor marítimo vital para o comércio global” e declarou que “o Irã não o controla”.
Ataques entre EUA e Irã aumentam tensão na região
A paralisação do tráfego marítimo ocorreu após uma nova rodada de ataques entre os dois países.
Segundo o CENTCOM, as forças americanas realizaram uma ofensiva contra dezenas de alvos no Irã no domingo (12). Os ataques tiveram como objetivo reduzir a capacidade de Teerã de realizar ações contra navios que circulam pelo Estreito de Ormuz.
De acordo com os Estados Unidos, foram atingidos sistemas de defesa aérea, radares costeiros, estruturas relacionadas a mísseis e drones, além de pequenas embarcações. A operação utilizou caças, navios militares e, pela primeira vez, drones marítimos de ataque.
O Irã, por sua vez, afirmou que realizou ataques retaliatórios contra bases americanas na Jordânia, no Bahrein e no Kuwait.
O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) declarou que os ataques foram uma resposta aos bombardeios americanos contra o sul do Irã.
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