A chegada do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no centro do Rio de Janeiro tem gerado uma série de problemas de segurança. Apesar do som característico que lembra os bondes do passado, a presença do VLT provoca alvoroço entre pedestres e ciclistas, que frequentemente ignoram os sinais de alerta. Na manhã da última sexta-feira, entre […]
A chegada do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) no centro do Rio de Janeiro tem gerado uma série de problemas de segurança. Apesar do som característico que lembra os bondes do passado, a presença do VLT provoca alvoroço entre pedestres e ciclistas, que frequentemente ignoram os sinais de alerta. Na manhã da última sexta-feira, entre 11h e 12h, a equipe do GLOBO observou diversas infrações, com pessoas atravessando os trilhos sem a devida atenção. Um pipoqueiro admitiu que, embora saiba que é errado, atravessa rapidamente quando o VLT se aproxima.
A situação é especialmente crítica no cruzamento da Avenida Rio Branco com a Avenida Nilo Peçanha, onde o tráfego de veículos e bicicletas invade os trilhos. Motoristas tentam evitar congestionamentos, resultando em um cenário caótico. Ana Lúcia Machado, vendedora de uma loja local, destacou que a falta de fiscalização contribui para essa desordem, com cada um agindo conforme sua conveniência. Desde a implementação do videomonitoramento em dezembro de 2023, a Guarda Municipal do Rio (GM-Rio) registrou 14.689 multas por infrações nos trilhos, sendo a maioria por invasão de veículos, considerada gravíssima.
Rodrigo Feitoza, gerente executivo de Operações do VLT Carioca, mencionou as iniciativas de conscientização, como alertas sonoros e campanhas educativas, especialmente durante as férias. No entanto, a falta de policiamento contínuo e sinalização adequada agrava o problema. Carlos Mendonça, vendedor ambulante, observou que a presença do VLT afetou negativamente o comércio local, com várias lojas fechando devido à diminuição do movimento. Ele também ressaltou que a cultura de desrespeito às normas de trânsito é um fator crítico.
Acidentes envolvendo o VLT são frequentes, como relatou o entregador André Santos, que presenciou atropelamentos. Ele destacou que muitos acreditam que o VLT é inofensivo por ser mais lento, mas essa percepção pode levar a acidentes graves. O comandante da GM-Rio, José Ricardo Soares, reconheceu os desafios da fiscalização e enfatizou a importância de respeitar as normas para evitar acidentes e melhorar o trânsito na cidade.
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