Mais de um ano após a morte de Ana Benevides, ocorrida durante um show da cantora Taylor Swift no Rio de Janeiro, projetos para a distribuição de água gratuita permanecem parados no Congresso Nacional. Fãs e personalidades têm promovido campanhas nas redes sociais para que a discussão sobre o tema avance no governo, sugerindo que […]
Mais de um ano após a morte de Ana Benevides, ocorrida durante um show da cantora Taylor Swift no Rio de Janeiro, projetos para a distribuição de água gratuita permanecem parados no Congresso Nacional. Fãs e personalidades têm promovido campanhas nas redes sociais para que a discussão sobre o tema avance no governo, sugerindo que uma futura lei leve o nome da jovem. Um total de 20 propostas na Câmara dos Deputados foram unificadas em um único projeto, o PL 5534/2023, de autoria do deputado Pedro Aihara (Patriota/MG), que obriga empresas do setor de eventos a fornecer água e permite que o público leve suas próprias garrafas.
Atualmente, o projeto está estagnado na Comissão de Defesa do Consumidor há quase um ano, aguardando parecer do relator Felipe Carreras (PSB-PE) desde março de 2024. Segundo Olavo Soares, jornalista e head em Brasília do Radar Governamental, o “calor do momento” que impulsionou a criação de várias propostas não se traduziu em avanço legislativo. Ele destaca que, com a reforma tributária dominando a pauta, propostas como a de distribuição de água não conseguiram se tornar prioritárias, resultando em um estado de inatividade.
Além da Câmara, existem três projetos semelhantes parados no Senado, que também aguardam designação de relator na Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor. A última movimentação desses projetos ocorreu em fevereiro de 2024. Ana, de 23 anos, faleceu durante a apresentação no estádio Nilton Santos, com suspeita de hemorragia pulmonar, possivelmente agravada pela onda de calor que atingiu a cidade, onde a sensação térmica chegou a quase 60ºC. Mais de mil pessoas relataram mal-estar durante o evento.
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