Uma nova pesquisa global, publicada na revista Nature Human Behaviour, revelou que a confiança pública nos cientistas é moderadamente alta, mesmo diante de polarizações políticas. O estudo, que envolveu 71.922 participantes de 68 países, foi conduzido por 241 pesquisadores da Universidade de Zurique e ETH Zurique, sendo o maior levantamento pós-pandêmico sobre o tema. Os […]
Uma nova pesquisa global, publicada na revista Nature Human Behaviour, revelou que a confiança pública nos cientistas é moderadamente alta, mesmo diante de polarizações políticas. O estudo, que envolveu 71.922 participantes de 68 países, foi conduzido por 241 pesquisadores da Universidade de Zurique e ETH Zurique, sendo o maior levantamento pós-pandêmico sobre o tema. Os participantes avaliaram sua confiança em uma escala de 1 a 5, resultando em uma média global de 3,62.
O Egito lidera o ranking de confiança, seguido por Índia, Nigéria, Quênia e Austrália. O Brasil ocupa a 21ª posição, com um índice de 3,78, superando a média global, mas atrás de países como Argentina (10º) e México (11º). A pesquisa também destacou que 75% dos participantes acreditam que os métodos científicos são a melhor forma de determinar a veracidade das informações, e a maioria vê os cientistas como qualificados (78%) e honestos (57%).
Apesar da confiança elevada, a pesquisa revelou preocupações. Apenas 42% dos entrevistados sentem que os cientistas consideram as opiniões alheias, e muitos desejam que a pesquisa priorize áreas como saúde pública e redução da pobreza. A maioria (83%) acredita que os cientistas devem se comunicar mais com o público, e 52% defendem um maior envolvimento na formulação de políticas públicas. O estudo sugere que, embora a confiança na ciência seja alta, é essencial que os cientistas se esforcem para alinhar suas prioridades com as necessidades da sociedade.
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