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Corais do Grande Barreira de Coral na Austrália enfrentam níveis ‘catastróficos’ de branqueamento

- Estudo revela que mais de 50% dos corais morreram em 2024, após branqueamento. - Temperaturas recordes e El Niño intensificaram a crise no Grande Barreira de Coral. - Corais monitorados apresentaram até 95% de mortalidade em algumas espécies. - Evento de branqueamento se tornou recorrente, exigindo ação global urgente. - Grande Barreira de Coral é vital para biodiversidade e economia australiana.

A Grande Barreira de Corais da Austrália enfrenta uma crise sem precedentes, com um estudo recente revelando que mais de 50% dos corais monitorados em uma área do sul do recife morreram devido ao que foi classificado como o evento de branqueamento mais severo e abrangente já registrado. Em 2024, o recife teve o seu […]

A Grande Barreira de Corais da Austrália enfrenta uma crise sem precedentes, com um estudo recente revelando que mais de 50% dos corais monitorados em uma área do sul do recife morreram devido ao que foi classificado como o evento de branqueamento mais severo e abrangente já registrado. Em 2024, o recife teve o seu pior verão, com temperaturas oceânicas recordes, resultando na sétima ocorrência de branqueamento em massa. O fenômeno é impulsionado pelo aumento das temperaturas globais, causado pela queima de combustíveis fósseis.

Pesquisadores da Universidade de Sydney acompanharam 462 colônias de corais na Ilha One Tree ao longo de cinco meses, começando em fevereiro, durante o pico da onda de calor. Até julho, 370 colônias estavam branqueadas e 52% dos corais branqueados estavam mortos. Algumas espécies apresentaram taxas de mortalidade de até 95%, e a infecção por doenças, como a doença da banda negra, foi observada em certas colônias. A autora principal, Maria Byrne, enfatizou a necessidade urgente de ações para proteger os recifes, que são vitais para a biodiversidade e segurança alimentar.

Apesar de estar em uma área protegida, o recife não escapou do estresse térmico extremo. O estudo destaca que o branqueamento se tornou um evento bienal, reforçando a urgência de ações globais para atender a metas climáticas e de redução de emissões. Shawna Foo, coautora do estudo, expressou preocupação com os altos índices de mortalidade em áreas que antes não haviam sido afetadas, ressaltando a gravidade da situação.

Os autores alertam que a resiliência dos recifes de corais está sendo testada como nunca antes, e é essencial priorizar estratégias que aumentem sua capacidade de resistir às mudanças climáticas. Ana Vila Concejo, também coautora, destacou a necessidade de intervenções de gestão imediatas e eficazes para proteger esses ecossistemas, que são fundamentais para as comunidades que dependem do recife para pesca, turismo e proteção costeira.

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