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Globalização em crise; CEO da Endeavor vê oportunidade no empreendedorismo

- A Endeavor, liderada por Linda Rottenberg, apoia startups globalmente há 25 anos. - O retorno de Donald Trump pode impactar a globalização e o empreendedorismo. - A Endeavor planeja expandir de 45 para 100 países até 2035, criando hubs. - A meta inclui aumentar unicórnios e decacórnios na rede, atualmente com 80 unicórnios. - Rottenberg propõe uma nova linguagem de sucesso, focando no impacto social e multiplicador.

O retorno de Donald Trump à Casa Branca pode impactar significativamente o ecossistema de inovação da Endeavor, que promove o empreendedorismo globalmente. Fundada no final dos anos 1990, a Endeavor possui 45 escritórios e tem como missão acelerar startups em mercados emergentes. Linda Rottenberg, sua fundadora, destacou que a organização enfrenta desafios com o aumento […]

O retorno de Donald Trump à Casa Branca pode impactar significativamente o ecossistema de inovação da Endeavor, que promove o empreendedorismo globalmente. Fundada no final dos anos 1990, a Endeavor possui 45 escritórios e tem como missão acelerar startups em mercados emergentes. Linda Rottenberg, sua fundadora, destacou que a organização enfrenta desafios com o aumento das tarifas comerciais e restrições à imigração, que podem afetar o ambiente de negócios.

Completando 25 anos de operação no Brasil, a Endeavor já ajudou a criar um ambiente propício para o surgimento de mais de 20 “unicórnios” no país, empresas avaliadas em mais de US$ 1 bilhão. Rottenberg enfatizou a importância de uma rede de confiança entre empreendedores, especialmente em tempos de instabilidade. Ela acredita que o caos pode ser um aliado para os empreendedores, que estão mais otimistas com a nova administração nos EUA.

A fundadora observou que as empresas brasileiras estão se diversificando, buscando mercados além da América Latina, como Indonésia e Nigéria. A Endeavor planeja expandir sua presença de 45 para 100 países em dez anos, estabelecendo hubs de inovação em cidades estratégicas como Singapura e Londres. Até 2026, a organização pretende abrir seis novos escritórios, promovendo a exploração de novos mercados.

Além de aumentar o número de unicórnios, a Endeavor busca criar “decacórnios”, empresas com valuation superior a US$ 10 bilhões. Com um fundo de venture capital de US$ 540 milhões, a Endeavor já investiu em mais de 330 startups, avaliadas em R$ 60 bilhões. Rottenberg defende uma nova abordagem para o sucesso, focando no impacto social e no retorno gerado, ao invés de apenas no valor de mercado.

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