O Palácio do Planalto expressa insatisfação com o desempenho dos suplentes de ministros no Senado, destacando a falta de nomes com estatura para enfrentar a oposição. Articuladores políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva preveem que 2025 será um ano “plebiscitário”, com adversários do governo intensificando pautas ideológicas e atacando o Supremo Tribunal Federal […]
O Palácio do Planalto expressa insatisfação com o desempenho dos suplentes de ministros no Senado, destacando a falta de nomes com estatura para enfrentar a oposição. Articuladores políticos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva preveem que 2025 será um ano “plebiscitário”, com adversários do governo intensificando pautas ideológicas e atacando o Supremo Tribunal Federal (STF). Essa preocupação é acentuada pela proximidade das eleições de 2026, quando 54 das 81 vagas do Senado estarão em disputa.
Desde o início do terceiro mandato de Lula, cinco senadores se licenciaram para ocupar cargos ministeriais, incluindo Camilo Santana e Renan Filho. A substituição de Carlos Fávaro por Margareth Gettert Buzetti é vista como problemática, já que a nova senadora critica publicamente o governo. Fávaro, a pedido do Planalto, tem se licenciado para votar em questões importantes, como a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita decisões do STF.
A senadora Jussara Lima, que substitui Wellington Dias, é considerada menos eficaz no enfrentamento da oposição. O Planalto reconhece que os substitutos não têm a mesma capacidade de mobilização que os senadores que deixaram seus cargos. Existe uma pressão interna para que Dias e Fávaro retornem ao Senado, embora isso seja considerado improvável, dado o valor de suas atuações ministeriais.
Atualmente, o Planalto conta com 39 senadores da base, enquanto 29 estão na oposição. A preocupação é que, se a oposição conquistar metade das vagas em disputa, poderá obter a maioria no Senado. A situação é especialmente crítica nas regiões Norte e Centro-Oeste, onde há potencial para eleger 22 senadores adversários, o que poderia complicar a governabilidade de Lula em um eventual quarto mandato.
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