Na primeira reunião ministerial de 2025, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, recebeu um pedido para se posicionar próximo ao presidente Lula, em vez de ficar ao lado de líderes da extrema esquerda. Essa mudança de lugar foi vista como um sinal de prestígio em meio a pressões do Centrão para que ele perca o […]
Na primeira reunião ministerial de 2025, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, recebeu um pedido para se posicionar próximo ao presidente Lula, em vez de ficar ao lado de líderes da extrema esquerda. Essa mudança de lugar foi vista como um sinal de prestígio em meio a pressões do Centrão para que ele perca o cargo na iminente reforma ministerial. A ministra da Saúde, Nísia Trindade, também em situação delicada, posou ao lado de Lewandowski, reforçando a proximidade com o presidente.
O novo ministro da Secretaria de Comunicação, Sidônio Palmeira, tem como prioridade a pasta de Nísia, focando em campanhas de combate à dengue. Lewandowski, que estreou em cargos executivos, prioriza um plano de segurança pública, um tema relevante para os eleitores. Ele apresentou uma proposta de emenda constitucional com diretrizes nacionais para políticas de combate à violência, o que gerou controvérsias, especialmente ao defender o uso de armas não letais pela polícia.
Apesar das críticas, muitos no governo consideram Lewandowski indemissível, em grande parte devido à longa relação de gratidão com Lula, que se estende por décadas. Antes de assumir a Justiça, Lewandowski foi ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) por 17 anos, onde teve papéis significativos em casos emblemáticos, como o mensalão e o impeachment de Dilma Rousseff.
Atualmente, a lealdade de Lula e a proteção de membros do governo contra a pressão do Centrão sustentam Lewandowski em seu cargo. A situação política continua tensa, com a expectativa de mudanças no primeiro escalão do governo, mas, por enquanto, o ex-juiz do STF mantém sua posição.
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