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Governo Lula suspende compra de blindados israelenses em meio a impasse político

- O governo Lula enfrenta impasse na compra de 36 veículos blindados da Elbit Systems. - O assessor especial Celso Amorim se opõe à aquisição por questões políticas. - Prazo para a compra foi prorrogado em seis meses, aguardando acordo de paz. - A decisão tornou-se política após declarações hostis de autoridades israelenses. - Amorim considera que o contrato poderia financiar ações militares de Israel.

O governo Lula está adiando a compra de 36 veículos blindados da empresa israelense Elbit Systems, após a vitória da empresa em uma licitação de R$ 1 bilhão em abril de 2023. O impasse envolve o Ministério da Defesa e o assessor especial para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, que argumenta contra a aquisição, citando a […]

O governo Lula está adiando a compra de 36 veículos blindados da empresa israelense Elbit Systems, após a vitória da empresa em uma licitação de R$ 1 bilhão em abril de 2023. O impasse envolve o Ministério da Defesa e o assessor especial para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, que argumenta contra a aquisição, citando a crítica de Lula à ação militar israelense na Faixa de Gaza. A assinatura do contrato, prevista para 7 de maio, ainda não ocorreu.

Amorim acredita que a compra poderia financiar os ataques israelenses aos palestinos, enquanto o ministro da Defesa, José Múcio, considera a restrição uma questão ideológica. Após a rejeição de uma proposta alternativa de Múcio para adquirir apenas parte do equipamento, o prazo para a compra foi prorrogado em seis meses pelo Exército. Fontes das Forças Armadas ainda esperam que um acordo de paz possa influenciar a decisão.

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu que não há restrições para contratos com fornecedores de países em conflito, mas a decisão sobre a compra se tornou política. Múcio reconheceu que a diplomacia terá a palavra final. A oposição de Amorim também se relaciona com a declaração do ex-ministro das Relações Exteriores de Israel, Israel Katz, que declarou Lula persona non grata após comparações entre a ofensiva israelense e o regime nazista.

Amorim, principal conselheiro de Lula em política externa, rejeita a ideia de um contrato com uma empresa de um país que ofendeu o presidente brasileiro. O ex-chanceler não se manifestou quando procurado sobre a situação.

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