Um novo regulamento na Ilha da Madeira, Portugal, estabelece que turistas que precisarem de resgate aéreo em trilhas não autorizadas terão que arcar com os custos da operação. A medida, que entrou em vigor em 9 de janeiro, isenta os residentes da região, mas aplica-se a visitantes que se aventurarem em áreas não classificadas pelo […]
Um novo regulamento na Ilha da Madeira, Portugal, estabelece que turistas que precisarem de resgate aéreo em trilhas não autorizadas terão que arcar com os custos da operação. A medida, que entrou em vigor em 9 de janeiro, isenta os residentes da região, mas aplica-se a visitantes que se aventurarem em áreas não classificadas pelo Instituto das Florestas e Conservação da Natureza.
Os custos do resgate incluem uma diária do helicóptero de 753,25 euros (aproximadamente R$ 4.670) e 7,50 euros (R$ 46,50) por minuto de voo. Além disso, o serviço do recuperador-salvador custa 105 euros (R$ 651) para um profissional ou 210 euros (R$ 1.300) para dois. Assim, um resgate de uma hora com um único salvador pode totalizar 1.308,25 euros, ou R$ 8.112.
O governo regional justifica a medida como uma forma de “desincentivar a realização de percursos não recomendados”, que apresentam riscos elevados. As autoridades garantem que as operações de resgate continuarão a ser realizadas quando necessário e recomendam que os turistas utilizem apenas trilhas devidamente classificadas.
A proposta já era discutida desde 2023, em resposta ao aumento do turismo de aventura na região. Um caso emblemático ocorreu no ano passado, quando uma turista se perdeu em uma trilha fechada devido a condições climáticas adversas, resultando em um resgate que custou 1.233,25 euros (cerca de R$ 7.630).
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