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Marcelo Rubens Paiva sofre agressão durante desfile do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta em SP

- Marcelo Rubens Paiva, escritor e porta-estandarte, foi agredido no carnaval. - Um homem arremessou uma lata e uma mochila, mas Paiva não se feriu. - O bloco Acadêmicos do Baixo Augusta lamentou a violência durante a homenagem. - Paiva, cadeirante, desvia da mochila e continua na festa após o incidente. - O carnaval de São Paulo espera atrair 16 milhões e gerar R$ 3,4 bilhões.

Neste domingo, 23 de fevereiro de 2024, o escritor Marcelo Rubens Paiva, conhecido por obras como *Feliz Ano Velho* e *Ainda Estou Aqui*, foi alvo de agressões durante o desfile do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, um dos mais tradicionais do pré-carnaval em São Paulo. Um homem arremessou uma lata de bebida e uma mochila […]

Neste domingo, 23 de fevereiro de 2024, o escritor Marcelo Rubens Paiva, conhecido por obras como *Feliz Ano Velho* e *Ainda Estou Aqui*, foi alvo de agressões durante o desfile do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, um dos mais tradicionais do pré-carnaval em São Paulo. Um homem arremessou uma lata de bebida e uma mochila em sua direção, mas o escritor não se feriu. O incidente ocorreu no início do cortejo, que desce a Rua da Consolação, a partir do cruzamento com a Avenida Paulista.

Paiva, que é porta-estandarte do bloco desde sua fundação, há 16 anos, foi homenageado durante o desfile. A assessoria do bloco informou que o agressor não revelou os motivos para sua ação. Ele foi retirado do evento pelos organizadores. Em comunicado, o Acadêmicos do Baixo Augusta lamentou o ocorrido, descrevendo-o como uma “violência nunca vista”, mas ressaltou que isso não apagou o brilho da homenagem ao escritor.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a mochila é arremessada, atingindo levemente a cabeça de Paiva, que estava usando uma máscara da atriz Fernanda Torres. O escritor, que é cadeirante, desviou do objeto, que não o feriu. Após o incidente, Paiva continuou na festa, posando para fotos e interagindo com outros foliões, incluindo a atriz Alessandra Negrini.

Em entrevista ao canal GloboNews, Paiva expressou sua perplexidade com o ataque, afirmando que nunca havia enfrentado tal situação em seus 16 anos de desfile. Ele descreveu o ato como um “grau de violência” incompreensível. A reportagem também buscou contato com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo, mas não obteve resposta até a publicação do texto. O carnaval paulistano, considerado o maior do Brasil, espera atrair cerca de 16 milhões de pessoas e gerar um retorno econômico de R$ 3,4 bilhões.

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