A Rainha Camilla enviou uma carta pessoal de apoio a Gisèle Pelicot, uma mulher francesa que sofreu violência sexual por quase uma década, confirmaram fontes do Palácio de Buckingham. Camilla, conhecida por seu ativismo em defesa de vítimas de violência doméstica, expressou estar “profundamente abalada” com a história de Pelicot, reconhecendo sua “extraordinária dignidade e […]
A Rainha Camilla enviou uma carta pessoal de apoio a Gisèle Pelicot, uma mulher francesa que sofreu violência sexual por quase uma década, confirmaram fontes do Palácio de Buckingham. Camilla, conhecida por seu ativismo em defesa de vítimas de violência doméstica, expressou estar “profundamente abalada” com a história de Pelicot, reconhecendo sua “extraordinária dignidade e coragem”. O caso ganhou notoriedade durante o julgamento em Mazan, na França, que ocorreu entre setembro e dezembro de 2024, e Pelicot se tornou um símbolo feminista.
Antoine Camus, advogado de Pelicot, confirmou que sua cliente recebeu a carta, mas não comentou sobre o conteúdo. Ele destacou que Gisèle ficou “surpresa, emocionada e orgulhosa” ao perceber que sua luta alcançou a família real britânica. A carta foi enviada por Camilla, embora o Palácio não tenha confirmado oficialmente. Segundo a revista Newsweek, a rainha ficou impressionada com a coragem de Pelicot em expor sua história publicamente, desafiando a vergonha que muitas vítimas sentem.
O marido de Pelicot, Dominique Pelicot, foi condenado a 20 anos de prisão por suas ações, que incluíam drogar a esposa e permitir que outros homens a estuprassem. Ao todo, mais de cinquenta homens foram acusados, com penas variando de três a quinze anos. Gisèle se recusou a permitir que o julgamento ocorresse a portas fechadas, buscando mudar a percepção sobre a vergonha associada à violência sexual.
Camilla tem uma longa trajetória de apoio a vítimas de abuso e já se manifestou sobre a necessidade de um “mudança cultural” para combater a violência contra as mulheres. Em entrevistas, ela descreveu o abuso doméstico como um “crime atroz” e incentivou discussões abertas sobre o tema. O caso de Gisèle Pelicot não apenas trouxe visibilidade à violência sexual, mas também reabriu debates sobre consentimento e possíveis mudanças legislativas na França.
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