A operadora de ônibus MobiBrasil enfrenta dificuldades com 37 veículos elétricos parados em sua garagem no Jabaquara, zona sul de São Paulo, devido à falta de infraestrutura para abastecimento. O gerente Manoel Barbosa Pereira alertou que a energia do bairro pode cair se todos os carregadores forem ativados simultaneamente. A empresa responsabiliza a Enel pelo […]
A operadora de ônibus MobiBrasil enfrenta dificuldades com 37 veículos elétricos parados em sua garagem no Jabaquara, zona sul de São Paulo, devido à falta de infraestrutura para abastecimento. O gerente Manoel Barbosa Pereira alertou que a energia do bairro pode cair se todos os carregadores forem ativados simultaneamente. A empresa responsabiliza a Enel pelo atraso na operação dos ônibus, enquanto a prefeitura informa que 80 ônibus elétricos estão inativos na capital, aguardando a instalação necessária.
Atualmente, apenas 13 dos 618 veículos da MobiBrasil estão em circulação. A empresa instalou recentemente 16 novos carregadores, suficientes para os ônibus parados, mas a recarga leva de 3 a 4 horas, exigindo uma logística específica. A Enel comunicou que deve instalar a infraestrutura necessária neste final de semana, mas não confirmou o prazo. A MobiBrasil afirmou que o contrato com a Enel para a instalação foi assinado em dezembro de 2024, com a expectativa de que a estrutura estivesse pronta em 30 dias.
A Enel, por sua vez, garantiu que as obras de renovação nas garagens estão dentro do cronograma e que, nos primeiros meses de 2025, já foram concluídas obras para oito operadores de ônibus. Para este ano, a concessionária promete fornecer 45,7 MW de energia. A situação é crítica, pois 95% da frota de ônibus em São Paulo ainda é movida a diesel, e a cidade está longe de atingir a meta de ter 50% da frota limpa até 2028.
Além da falta de infraestrutura, o custo elevado dos ônibus elétricos, que é três vezes maior que o dos movidos a diesel, representa um desafio adicional. Um ônibus convencional custa cerca de R$ 700 mil, enquanto um elétrico pode chegar a R$ 2,4 milhões. A falta de pontos de recarga adequados é um consenso entre a prefeitura e as viações, dificultando a transição para uma frota totalmente elétrica.
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