Pesquisadores descobriram uma colônia portuguesa perdida na Amazônia usando tecnologia lidar, que é um tipo de laser. O arqueólogo Carlos Zimpel Neto e sua equipe encontraram um sistema urbano complexo perto da Real Forte Príncipe da Beira, em Rondônia. Essa colônia existiu no século 18 e tinha uma cidade chamada Lamego, com vilas e igrejas, abrigando pelo menos mil pessoas. O lidar ajudou a ver estruturas que estavam escondidas pela vegetação densa, confirmando a existência de uma terceira fortaleza militar. Além do Brasil, também foram encontrados vestígios de urbanismo na Bolívia e no Equador, mostrando que sociedades complexas viveram na Amazônia, o que desafia a ideia de que a região não suportava civilizações grandes. No entanto, as ruínas estão ameaçadas por desmatamento e incêndios, e a comunidade local relatou que muitos incêndios foram provocados para limpar a terra. Zimpel continua a explorar a área para encontrar mais evidências e garantir a proteção das ruínas.
Pesquisadores descobriram uma colônia portuguesa perdida na Amazônia, utilizando tecnologia lidar (detecção e alcance por laser). O arqueólogo Carlos Zimpel Neto e sua equipe localizaram um sistema urbano complexo, incluindo canais e fortificações, próximo à Real Forte Príncipe da Beira, em Rondônia. A descoberta, anunciada em outubro, desafia teorias históricas sobre a região.
A colônia, que existiu no século 18, abrigava pelo menos mil pessoas e possuía uma cidade chamada Lamego, com vilas e igrejas. O lidar permitiu visualizar estruturas ocultas sob a densa vegetação, revelando um intricado planejamento urbano. As imagens obtidas se alinharam com mapas históricos, confirmando a existência de uma terceira fortaleza militar.
Além do Brasil, vestígios de urbanismo inexplorados foram encontrados na Bolívia e no Equador, incluindo pirâmides e plataformas monumentais. Essas descobertas indicam que sociedades complexas existiram na Amazônia, contrariando a crença de que a região não suportava tais civilizações. O pesquisador Luiz Eduardo Oliveira e Cruz de Aragão destacou que a tecnologia está revolucionando a compreensão da floresta.
Entretanto, as ruínas enfrentam ameaças devido ao desmatamento e incêndios na região. A comunidade local, que vive próxima às descobertas, relatou que incêndios devastaram a floresta, levantando preocupações sobre a preservação do sítio arqueológico. Zimpel continua a explorar a área, buscando mais evidências para garantir a proteção legal das ruínas.
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