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Fernando Brandão é nomeado coordenador ambiental no Pará após polêmica com caça de javalis

Fernando Brandão, advogado de garimpeiros, é nomeado coordenador ambiental no Pará, gerando polêmica por seu histórico e práticas de caça.

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Fernando Heleodoro Brandão, advogado de cooperativas de garimpeiros, foi nomeado coordenador do Núcleo Regional de Gestão e Regularidade Ambiental do Pará, o que gerou críticas devido ao seu histórico de caça a javalis e envolvimento em garimpos ilegais. Brandão compartilha fotos de suas caçadas em redes sociais e é conhecido por seu trabalho em defesa do garimpo, especialmente na região de Itaituba, considerada a capital do garimpo na Amazônia. Sua nova função inclui a autorização de atividades que afetam a floresta amazônica, e sua indicação foi apoiada pelo deputado Wescley Tomaz, próximo a ele. Brandão já esteve envolvido em tentativas de liberar o garimpo em terras indígenas e foi cassado por quebra de decoro parlamentar em 2017. A nomeação ocorre em um momento em que o Pará se prepara para a COP30, uma importante conferência ambiental, e levanta questões sobre a imagem do estado em relação às suas políticas ambientais.

Fernando Heleodoro Brandão, advogado de cooperativas de garimpeiros, foi nomeado coordenador do Núcleo Regional de Gestão e Regularidade Ambiental do Pará. A portaria foi publicada no Diário Oficial do estado em 30 de abril de 2025. Brandão, que tem um histórico controverso, é criticado por sua prática de caça a javalis e por seu envolvimento em lobby para liberar garimpo em terras indígenas.

Brandão é conhecido por caçar javalis, atividade que gera polêmica entre organizações de defesa dos direitos dos animais. Em março de 2024, ele compartilhou fotos de caçadas em suas redes sociais, o que levantou críticas sobre a crueldade da prática. Natália Figueiredo, da Proteção Animal Mundial, afirmou que a caça não é uma solução eficaz para o manejo populacional e deve ser repudiada, especialmente por agentes públicos.

No novo cargo, Brandão terá responsabilidade sobre o licenciamento ambiental em áreas que incluem municípios como Itaituba e Jacareacanga, conhecidos por atividades de garimpo. Sua indicação foi apoiada pelo deputado estadual Wescley Tomaz, próximo a Brandão, que defendeu sua experiência na área. Tomaz afirmou que a legislação ambiental é densa e que Brandão está apto para o cargo.

Brandão tem um histórico de lobby em Brasília, onde, em 2021, acompanhou garimpeiros e indígenas em uma comitiva que pressionou o Congresso a acelerar a votação de projetos que liberariam o garimpo em terras indígenas. O Ministério Público Federal (MPF) apontou que a comitiva representava interesses econômicos ilegais. Além disso, Brandão foi cassado em 2017 por quebra de decoro parlamentar durante seu mandato como vereador em Mato Grosso.

A nomeação ocorre em um momento de grande visibilidade internacional para as políticas ambientais do Pará, com a COP30 programada para novembro de 2025 em Belém. O governador Helder Barbalho busca projetar sua imagem nacionalmente, apesar das críticas sobre a falta de estrutura e a contradição entre discursos oficiais e ações em prol do meio ambiente.

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