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Brasil avança 47 posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa em 2025

Brasil avança 47 posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa, alcançando a 63ª colocação após o fim do governo Bolsonaro.

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Em 2025, o Brasil subiu 47 posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa da ONG Repórteres Sem Fronteiras, alcançando a 63ª colocação. Essa melhora ocorreu após o fim do governo Bolsonaro, que era considerado hostil ao jornalismo. Apesar disso, a situação global da liberdade de imprensa é preocupante, com a pontuação média dos países caindo para menos de 55 pontos, o que indica condições difíceis para o jornalismo. Mais de 60% dos países avaliados pioraram no ranking, e a RSF destacou que a pressão econômica sobre os meios de comunicação é um dos principais fatores que afetam a liberdade de imprensa. O Brasil, embora tenha melhorado, ainda enfrenta desafios, como a segurança dos jornalistas e a influência de autoridades locais. A situação é crítica em muitos países, especialmente na América Latina, onde há um aumento na violência contra jornalistas e censura.

O Brasil subiu 47 posições no Ranking Mundial da Liberdade de Imprensa da organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF), alcançando a 63ª colocação em 2025. Essa melhora é atribuída ao fim do governo Jair Bolsonaro, que criou um ambiente hostil ao jornalismo. O relatório, divulgado em 2 de maio de 2025, destaca que o país é uma das poucas exceções em um cenário global de declínio na liberdade de imprensa.

A pontuação média dos países avaliados pela RSF caiu para menos de 55 pontos, o que classifica a situação da liberdade de imprensa como “difícil”. Mais de seis em cada dez países apresentaram piora no ranking. A RSF aponta que a deterioração econômica, que afeta a viabilidade financeira dos veículos de comunicação, é um fator crucial para essa queda. A concentração da propriedade dos meios de comunicação e a pressão de anunciantes também contribuem para o enfraquecimento do jornalismo.

Mudanças no Brasil

Artur Romeu, diretor do escritório da RSF para a América Latina, afirmou que a mudança de governo resultou em um clima menos hostil ao jornalismo. O Brasil, que subiu 19 posições em relação ao ano anterior, reflete uma nova relação entre governo e imprensa. O atual governo prioriza o debate sobre a integridade da informação e a desinformação.

Apesar da melhora, a liberdade de imprensa no Brasil ainda é considerada problemática. A segurança dos jornalistas e a produção de reportagens sensíveis permanecem preocupações. A RSF destaca que, em 42 países, a situação é considerada “muito grave”, incluindo a Nicarágua, que ocupa a 172ª posição, e El Salvador, que perdeu 61 posições desde 2020.

Desafios Globais

O relatório também menciona que a ascensão da extrema direita representa uma ameaça significativa à liberdade de imprensa. A RSF alerta que essa distorção do conceito de liberdade de expressão bloqueia iniciativas essenciais para garantir a liberdade de imprensa. O cenário global é alarmante, com a maioria dos países enfrentando condições ruins para o exercício do jornalismo.

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