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Adversários na ciência colaboram para investigar teorias sobre a consciência humana

Colaborações adversariais entre cientistas buscam unir teorias sobre consciência, mas críticas hostis ainda persistem no debate.

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Daniel Kahneman e Anne Treisman criaram o conceito de colaborações adversariais para ajudar cientistas com teorias opostas a trabalharem juntos e evitarem críticas hostis. Recentemente, um estudo testou duas teorias sobre a consciência, mas não validou completamente nenhuma delas. Apesar disso, alguns cientistas reagiram de forma negativa, chamando uma das teorias de pseudociência. Essa situação mostra que, mesmo com colaborações, pode ser difícil manter um diálogo respeitoso entre os pesquisadores. O estudo envolveu seis laboratórios e 256 participantes, mas os resultados desafiaram as ideias principais de ambas as teorias. A falta de aceitação e a linguagem agressiva entre os cientistas indicam que ainda há muito a ser feito para promover um ambiente mais colaborativo na ciência.

Daniel Kahneman e Anne Treisman introduziram o conceito de colaborações adversariais para promover a ciência, evitando críticas hostis e incentivando a busca por verdades compartilhadas. Um estudo recente testou teorias concorrentes sobre a consciência, mas não validou completamente nenhuma delas. Apesar disso, a reação de alguns cientistas foi hostil, chamando uma teoria de pseudociência.

As colaborações adversariais permitem que defensores de teorias opostas trabalhem juntos. Kahneman, psicólogo e prêmio Nobel de Economia, afirmou que a controvérsia é um “terrível caminho para avançar a ciência”. O objetivo dessas colaborações é evitar o “mundo agressivo de críticas” e permitir que rivais cheguem a verdades comuns.

O estudo publicado na revista *Nature* testou duas teorias da consciência: a Teoria da Informação Integrada (IIT) e a Teoria do Espaço Neuronal Global (GNWT). A pesquisa envolveu seis laboratórios e 256 participantes, que foram expostos a diferentes imagens enquanto sua atividade cerebral era monitorada. Os resultados foram mistos, desafiando aspectos centrais de ambas as teorias.

Após a divulgação dos resultados, alguns cientistas criticaram a IIT, chamando-a de pseudociência. Essa reação contrasta com o espírito colaborativo que as colaborações adversariais pretendem promover. A mediadora do estudo, a neurocientista Lucia Melloni, destacou que mudanças de opinião ocorrem lentamente, à medida que novas evidências surgem.

Kahneman, que faleceu em março de 2024, foi um defensor das colaborações adversariais. Em sua carreira, ele demonstrou que rivalidades podem ser superadas por meio do diálogo e da pesquisa conjunta. A necessidade de um espírito colaborativo é essencial para o avanço da ciência, especialmente em áreas complexas como a consciência.

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