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Descoberta em Peru revela rituais secretos de elites pré-incas com substâncias psicoativas

Descobertas em Chavín de Huántar revelam uso ritual de nicotina e DMT por elites pré-Inca, reforçando hierarquias sociais.

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Arqueólogos no Peru descobriram que elites pré-Inca, em Chavín de Huántar, realizavam rituais secretos usando substâncias psicoativas. Eles encontraram uma câmara selada com 23 artefatos, incluindo tubos de inalação que continham vestígios de nicotina e DMT, uma substância alucinógena. Essa é a primeira vez que se identificam drogas específicas usadas em rituais de Chavín, que antes eram apenas suspeitas. Análises químicas mostraram que alguns dos tubos continham compostos orgânicos de tabaco e vilca, que tem DMT. Os tubos, possivelmente feitos de ossos de falcão, eram usados para inalar um pó potente. A localização dos artefatos indica que o uso de drogas era restrito a um pequeno grupo, reforçando a hierarquia social e separando os líderes espirituais dos trabalhadores. Os pesquisadores acreditam que essas práticas ajudaram a moldar a sociedade andina, que passou de grupos mais simples para sociedades mais organizadas como os Incas.

Arqueólogos no Peru descobriram evidências de que as elites pré-Inca da sociedade de Chavín de Huántar realizavam rituais secretos com substâncias psicoativas. A pesquisa, publicada na revista PNAS, revelou uma câmara selada contendo 23 artefatos de osso e concha, incluindo tubos de inalação com vestígios de nicotina e DMT (dimetiltriptamina), um alucinógeno presente na ayahuasca.

A análise química e microbotânica identificou que seis dos artefatos continham compostos orgânicos de tabaco e vilca (Anadenanthera colubrina), cujas sementes e folhas são ricas em DMT. Os materiais eram provavelmente secos, torrados e moídos em um poderoso pó, inalado pelo nariz. O arqueólogo Daniel Contreras, da Universidade da Flórida, comparou os tubos a “notas enroladas” usadas para inalar substâncias em festas.

Práticas Ritualísticas

Os tubos, possivelmente feitos de ossos de asas de falcão peregrino, foram encontrados em uma galeria datada de cerca de 500 a.C., acessível apenas a um pequeno grupo. A localização sugere que o uso de drogas era restrito e ritualizado, reforçando a hierarquia social e diferenciando as elites espirituais dos trabalhadores que construíram os complexos de pedra de Chavín.

Os pesquisadores afirmam que essas práticas podem ter contribuído para a transição social nas regiões andinas, de sociedades menos organizadas para as mais estratificadas de Tiwanaku, Wari e Inca. A pesquisa destaca como o uso ritualizado de substâncias psicoativas pode ter justificado a desigualdade social, criando experiências cerimoniais que legitimavam a estrutura hierárquica da época.

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