Moradores de cidades em Minas Gerais viram uma “bola de fogo” no céu, que especialistas acreditam ser lixo espacial, possivelmente restos do foguete Falcon 9. A Agência Espacial Brasileira ainda não confirmou o que era o objeto, que pode ser um meteorito ou partes de satélites. Quando um objeto entra na atmosfera da Terra, ele pega fogo devido à alta velocidade e ao atrito com o ar. A atmosfera é composta principalmente de nitrogênio e oxigênio, e os objetos queimam em cores diferentes. Esses objetos podem ser naturais, como meteoros, ou feitos pelo homem, como satélites e lixo espacial. A maioria não chega ao solo, pois se desintegra antes, a menos que seja grande o suficiente. Cientistas monitoram o céu e estimam que cerca de 17 mil meteoritos caem na Terra a cada ano, mas a chance de uma pessoa ser atingida é muito pequena. Mesmo assim, se um meteorito conseguir passar pela atmosfera, é mais provável que caia no mar, já que a maior parte da Terra é coberta por água.
Na última quarta-feira, 14 de maio, moradores de várias cidades em Minas Gerais avistaram uma “bola de fogo” cruzando o céu. Especialistas acreditam que o fenômeno pode ser resultado da reentrada de lixo espacial, possivelmente fragmentos do foguete Falcon 9, lançado em 2014 pela SpaceX.
A Agência Espacial Brasileira (AEB) ainda não confirmou a natureza do objeto. A hipótese é que se trate de um meteorito ou restos de satélites. A AEB informou que não há confirmação se o objeto caiu em território nacional. O professor de física Yan Ferreira Martins explica que a queima de objetos ao entrar na atmosfera é causada pela energia mecânica. “O objeto penetra na atmosfera com alta velocidade, gerando atrito com as moléculas do ar”, detalhou.
A atmosfera terrestre é composta principalmente por nitrogênio e oxigênio, e a queima de objetos pode resultar em cores variadas. Esses objetos podem ser naturais, como meteoros, ou artificiais, como satélites e lixo espacial. A AEB ressalta que raramente esses objetos atingem o solo, pois se desintegram antes de chegar à superfície. Para que isso ocorra, é necessário que o objeto tenha uma massa considerável.
Observações e Riscos
Cientistas monitoram constantemente o céu para entender os riscos de objetos espaciais. Pesquisadores da Universidade de Manchester e do Imperial College de Londres estimaram que cerca de 17 mil meteoritos caem na Terra anualmente. A maioria não é visível, pois atinge o solo na forma de partículas ou pó.
Embora o risco de um impacto significativo seja baixo, a possibilidade existe. Em 2014, o professor Stephen A. Nelson, da Universidade de Tulane, calculou que a chance de uma pessoa ser atingida por um meteorito é de 1 em 1,6 milhões. A maioria dos objetos que conseguem atravessar a atmosfera tende a cair no mar, que cobre mais de 70% do planeta.
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