Astrônomos descobriram um pulsar que orbita uma estrela companheira a cada 3,5 horas, mas desaparece por cerca de um sexto desse tempo. Essa interação sugere que o pulsar pode estar se movendo atrás de uma estrela oculta por poeira galáctica. O pulsar é um tipo raro que consome material da estrela companheira e emite poderosos feixes de ondas de rádio. A descoberta, feita com o telescópio mais potente do mundo, pode ajudar a entender melhor como ocorrem as fusões de estrelas que geram ondas gravitacionais.
Astrônomos do maior telescópio do mundo descobriram um pulsar que orbita uma estrela companheira a cada 3,5 horas, apresentando um comportamento inusitado ao desaparecer por cerca de um sexto desse tempo. Essa interação sugere uma complexidade nas interações com poeira galáctica.
O pulsar, um tipo de estrela de nêutrons resultante de supernovas, é um exemplo raro de “pulsar viúva negra”, que consome material de sua estrela companheira ou dispersa-o através de poderosos feixes de ondas de rádio. A pesquisa, publicada em 22 de maio na revista *Science*, oferece novas perspectivas sobre os processos que levam a fusões espetaculares observadas por observatórios de ondas gravitacionais.
O astrônomo Jin-Lin Han, da Academia Chinesa de Ciências, destacou que a detecção deste pulsar é significativa. Os sinais de rádio indicam que ele orbita uma estrela companheira, mas também desaparece temporariamente, o que sugere que está oculto por uma camada de poeira galáctica.
Han e sua equipe monitoraram o sistema por quatro anos e meio, utilizando o Telescópio Esférico de Abertura de Quinhentos Metros (FAST), localizado na província de Guizhou, na China. Este telescópio é considerado o mais potente já construído, permitindo observações detalhadas de fenômenos astronômicos.
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