Alexandra Moraes, jornalista da Folha desde 2001, teve seu mandato como ombudsman renovado até maio de 2026. Ela identificou problemas na qualidade dos textos e na gestão de assinaturas, como dificuldades para cancelar e receber o jornal impresso. Embora não seja sua função direta, ela decidiu abordar essas questões porque afetam a experiência dos leitores. Alexandra criticou também a cobertura da COP30, mencionando que a cobertura é patrocinada por empresas ligadas ao desmatamento, o que pode gerar desconfiança. Além disso, ela questionou o uso do slogan “em defesa da energia limpa”, que pode comprometer a imparcialidade do jornal. Ela observou que a cobertura econômica melhorou, mas a cultural enfrenta desafios, especialmente com a regulação das plataformas de streaming. Alexandra acredita que a Folha deve manter um olhar crítico e não se deixar influenciar por interesses políticos, especialmente em tempos de incerteza.
A jornalista Alexandra Moraes, de 43 anos, teve seu mandato como ombudsman da Folha renovado até maio de 2026. Ela é a 15ª pessoa a ocupar a função e a sétima mulher a fazê-lo. O papel do ombudsman é representar os leitores e criticar a redação internamente.
Durante seu segundo mandato, Alexandra identificou dois problemas principais: a qualidade do texto e a gestão de assinaturas. Ela destacou a necessidade de ampliar os mecanismos de controle de texto, afirmando que isso impacta a experiência do leitor. Além disso, mencionou dificuldades enfrentadas pelos assinantes, como cancelamentos e entrega do jornal impresso.
Críticas à Cobertura e Slogan
Alexandra também criticou a cobertura da COP30, apontando que a cobertura está sendo patrocinada por empresas ligadas ao desmatamento. Ela expressou preocupação com a imparcialidade do jornal, afirmando que isso pode ser estranho para os leitores.
Outro ponto de crítica foi a adoção do slogan “em defesa da energia limpa”. Para a ombudsman, comprometer-se com um setor específico pode ser problemático, mesmo que o jornal tenha mostrado falhas na área.
Desafios e Mudanças na Redação
Alexandra, que está na Folha desde 2001, também comentou sobre as mudanças na cobertura cultural. Ela observou que a presença de assessorias de imprensa e perfis nas redes sociais tem impactado a qualidade do jornalismo cultural. A ombudsman acredita que a Ilustrada deve manter seu espaço, já que o jornalismo cultural enfrenta um esvaziamento em outras redações.
Ela prevê desafios até as eleições de 2026, especialmente em um cenário político incerto. Alexandra enfatizou que a redação deve estar atenta e evitar um olhar viciado sobre a política.
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