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Adoção internacional de crianças brasileiras enfrenta desafios e preconceitos em queda constante

A adoção internacional de crianças brasileiras enfrenta queda significativa, com apenas 14 registros no primeiro trimestre de 2023.

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A adolescente brasileira Clelia Crescenzo-Squitieri, que foi adotada por uma família italiana, emocionou os participantes de uma conferência sobre adoção em Brasília em 2023. Clelia compartilhou sua experiência e leu um trecho de sua poesia, destacando a diferença entre sua vida no Brasil e sua nova realidade na Itália. Em 2019, apenas 63 crianças brasileiras foram adotadas por estrangeiros, e esse número tem diminuído ao longo dos anos. A desembargadora Ana Maria Pereira de Oliveira explicou que o preconceito e a preferência por adoções nacionais estão entre os principais motivos dessa queda. O processo de adoção internacional no Brasil é regulado por leis que garantem a proteção das crianças. Estrangeiros podem adotar crianças brasileiras, mas o perfil mais procurado no Brasil são crianças pequenas e brancas, enquanto adotantes internacionais buscam grupos de irmãos e crianças de diferentes etnias. A família Crescenzo-Squitieri enfrentou desafios na adaptação, mas conseguiu criar laços afetivos fortes. Clelia se expressa por meio da arte, enquanto sua irmã Anna é mais extrovertida. A história delas mostra que o amor pode ser construído além da biologia.

A adoção internacional de crianças brasileiras por famílias estrangeiras tem enfrentado uma queda significativa nos últimos anos. Durante a Conferência Latino-Americana de Adoção Internacional, realizada em Brasília em 2023, a adolescente Clelia Crescenzo-Squitieri compartilhou sua experiência de adoção na Itália, emocionando os participantes. Clelia e sua irmã foram adotadas em 2019, quando apenas 63 crianças brasileiras foram adotadas por estrangeiros, segundo dados da Conferência de Haia.

Em 2010, foram registradas 316 adoções internacionais, número que caiu para apenas 14 no primeiro trimestre de 2025. A desembargadora Ana Maria Pereira de Oliveira, coordenadora da Comissão Estadual Judiciária de Adoção Internacional do Rio de Janeiro (Cejai-RJ), atribui essa queda ao preconceito e à preferência por adoções nacionais. “Há uma tendência maior à adoção de crianças mais velhas e de grupos de irmãos por brasileiros”, afirmou.

A regulamentação da adoção internacional no Brasil começou com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) em 1990 e a Convenção de Haia em 1999. Essas normas visam proteger os direitos das crianças e das famílias durante o processo de adoção. O ECA estabelece diretrizes nacionais, enquanto a Convenção garante a segurança jurídica em adoções internacionais.

A maioria das crianças adotadas por estrangeiros no Brasil vai para a Itália, onde a reintegração familiar é uma possibilidade constante. A advogada Carolina Loro Belotti Junkes, do organismo italiano Il Mantello, destacou que a afinidade cultural entre os dois países também contribui para essa preferência. No Brasil, a Autoridade Central Administrativa Federal (ACAF) é responsável por fiscalizar as adoções internacionais, credenciando organismos autorizados a atuar no país.

A história da família Crescenzo-Squitieri ilustra a força dos laços afetivos criados pela convivência. Clelia, mais introspectiva, se expressa por meio da arte, enquanto sua irmã Anna, extrovertida, reflete a personalidade da mãe. A adoção, segundo a advogada Maria Laura, foi a melhor escolha para a família, que enfrentou desafios durante o processo de adaptação.

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