O Banco do Brasil, que financia metade do agronegócio no Brasil, enfrenta uma crise. Em 2024, a inadimplência no setor mais que dobrou, chegando a 3%, e o banco perdeu US$ 4 bilhões em valor de mercado após resultados financeiros ruins. A CEO Tarciana Medeiros está sob pressão para resolver a situação, especialmente com novas regras do Banco Central que exigem que os bancos provisionem perdas esperadas e parem de contabilizar juros sobre empréstimos em atraso. Essas mudanças afetaram a carteira de empréstimos do Banco do Brasil, que é de cerca de R$ 400 bilhões. O banco, que costumava ser conservador em suas provisões, agora enfrenta dificuldades, pois muitos produtores rurais estão pedindo recuperação judicial devido a altas taxas de juros e colheitas ruins. A situação é complicada, pois a qualidade dos ativos do agronegócio continua a piorar, e o banco está em busca de soluções específicas para lidar com esses desafios. A expectativa é que a inadimplência diminua até o final do ano, mas a pressão sobre a CEO e a necessidade de reverter a situação são urgentes.
O Banco do Brasil enfrenta uma crise no setor do agronegócio, com a inadimplência mais que dobrando em 2024, alcançando 3%. A instituição, que financia cerca de 50% do agronegócio brasileiro, perdeu US$ 4 bilhões em valor de mercado após resultados financeiros decepcionantes. A CEO Tarciana Medeiros está sob pressão para reverter a situação, especialmente com novas regras do Banco Central que afetam a contabilidade dos empréstimos.
As altas taxas de juros, que estão em níveis recordes, e as dificuldades nas colheitas têm levado os produtores a solicitar recuperação judicial em um ritmo acelerado. A nova norma do Banco Central exige que os bancos provisionem perdas esperadas e parem de contabilizar juros sobre empréstimos em atraso. Historicamente, o Banco do Brasil era conservador em suas provisões, mas isso mudou recentemente, impactando sua carteira de R$ 400 bilhões em empréstimos.
O vice-presidente de Riscos e Controles Internos, Felipe Prince, afirmou que o banco fez provisões significativas, mas a inadimplência superou as expectativas. A reação do mercado foi negativa, com ações do banco subindo apenas 2% em 2024, em contraste com os 25% de seus concorrentes, como Bradesco e Itaú. O analista Eduardo Rosman, do BTG Pactual, rebaixou a ação do banco para neutra, citando a deterioração das métricas financeiras.
Desafios para a CEO
A situação é desafiadora para Tarciana Medeiros, a primeira mulher a liderar o Banco do Brasil. Ela enfrenta críticas por priorizar políticas não relacionadas à atividade principal do banco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e Medeiros discutiram os resultados, e embora não haja intenção de substituí-la, ela precisa agir rapidamente para melhorar a imagem da instituição.
O Banco do Brasil financia um setor que representa 23% da economia nacional, mas a nova regra contábil o torna mais vulnerável. A qualidade dos ativos no portfólio do agronegócio continua a se deteriorar, e a expectativa é de que o segundo trimestre seja tão ruim quanto o primeiro. A inadimplência acima de 90 dias subiu para 3,04%, um aumento significativo em relação ao ano anterior.
Os produtores precisam regularizar suas dívidas para acessar recursos do Plano Safra, que será anunciado em junho. Apesar das dificuldades, o banco espera uma queda na inadimplência até o final do ano, embora o número crescente de pedidos de falência no setor possa complicar essa expectativa.
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