O Parque da Água Branca, em São Paulo, está passando por mudanças que geraram críticas. Recentemente, a construção de uma churrascaria temporária foi interrompida por ordem da Justiça, após denúncias de que as obras estavam afetando áreas protegidas. A Reserva Parques, que administra o local, afirmou que as intervenções seguem as regras, mas o Ministério Público investiga a situação. Além disso, o evento Casacor está sendo questionado por modificar canteiros que deveriam ser preservados, o que pode prejudicar o ecossistema do parque. A presença de animais, como patos e galinhas, também diminuiu, com muitos sendo mantidos em áreas restritas, o que desagrada os visitantes. Moradores próximos reclamam do barulho causado por caminhões durante a noite e sentem que o parque perdeu seu caráter familiar. A administração do parque diz que o número de visitantes está aumentando e que está trabalhando para minimizar os transtornos.
O Parque da Água Branca, em São Paulo, enfrenta polêmicas em sua gestão sob a concessão da Reserva Parques, que se intensificaram com a construção de uma churrascaria itinerante e modificações para o evento Casacor. O parque, que completará 96 anos em breve, recebeu 2 milhões de visitantes no último ano.
A instalação da churrascaria, prevista para um espaço de estábulo, gerou críticas e levou à paralisação das obras por ordem judicial. O Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo questionou as intervenções, alegando que modificações não autorizadas descaracterizaram a área tombada. A Reserva Parques defende que as obras seguem a regulamentação e que as intervenções são reversíveis.
Além disso, o evento Casacor também está sob escrutínio. Embora tenha recebido autorização para revitalizar dois prédios tombados, as modificações em canteiros sensíveis geraram preocupações sobre a integridade do ecossistema local. A conselheira Regina Lima destacou que a remoção de camadas do solo e o plantio de espécies exóticas podem causar danos irreversíveis.
A presença de animais no parque também é um ponto controverso. A redução do número de aves, como patos e galinhas, foi prevista no plano diretor de 2021, mas a interação com os animais, que atraía visitantes, não é mais mantida. A Reserva Parques afirma que os animais restantes fazem parte de um programa de educação ambiental, mas a conselheira critica a descaracterização do espaço.
Moradores vizinhos relatam incômodos devido ao aumento de atividades no parque, especialmente com caminhões operando durante a noite. O advogado Pedro Grzywacz Neto, que vive próximo, expressou preocupação com a transformação do parque em um espaço voltado para eventos, em detrimento da tranquilidade que antes oferecia.
A Reserva Parques, por sua vez, afirma que está comprometida em minimizar os transtornos e que o número de visitantes tem crescido, embora a percepção dos moradores seja de que o parque perdeu sua essência.
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