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Brasil aumenta uso de agrotóxicos e fertilizantes, mas rentabilidade da soja cai

Produtores de soja no Brasil enfrentam queda na produtividade e custos crescentes, buscando bioinsumos como alternativa sustentável.

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O Brasil é o maior produtor de soja do mundo, mas enfrenta problemas com o uso excessivo de agrotóxicos e fertilizantes, que aumentam mais rápido do que a área plantada. Isso está afetando a rentabilidade dos produtores. Dados mostram que, enquanto em 1993 o Brasil produzia 23 sacas de soja para cada quilo de agrotóxico, em 2023 esse número caiu para apenas 7. O uso de fertilizantes também caiu, de 517 para 333 sacas por tonelada. Nos últimos anos, o custo dos insumos aumentou, passando de 30% para 44% do valor bruto da produção. Apesar de o setor agrícola ter crescido, os produtores estão buscando alternativas, como os bioinsumos, que são produtos feitos a partir de fontes biológicas. Cerca de 70% dos produtores já utilizam esses bioinsumos, que podem ser mais caros no início, mas se tornam mais viáveis com o tempo. Esses produtos ajudam a manter a saúde do solo e podem melhorar a qualidade das colheitas.

O agronegócio brasileiro enfrenta um dilema crescente: a produtividade da soja caiu drasticamente, mesmo com o aumento do uso de agrotóxicos e fertilizantes. Dados recentes indicam que, enquanto a área plantada cresceu, a eficiência no uso de insumos diminuiu, levando os produtores a buscar alternativas, como os bioinsumos.

Nos últimos trinta anos, a área cultivada com soja no Brasil aumentou de 11 milhões para 44 milhões de hectares. Contudo, a produção por quilo de agrotóxico caiu de 23 sacas para apenas 7 sacas em 2023. O uso de fertilizantes também apresentou queda, passando de 517 sacas para 333 sacas por tonelada de insumos. Essa situação é preocupante, pois o custo de insumos subiu de 30% para 44% do valor bruto produzido.

Aumento dos Custos e Sustentabilidade

O aumento dos custos tem gerado preocupação entre os produtores. A diretora de Pesquisas do Instituto Escolhas, Jaqueline Ferreira, destaca que, apesar do crescimento do PIB agro, o uso excessivo de insumos pode comprometer a sustentabilidade do setor. Em 2025, o setor prevê uma colheita recorde de 168 milhões de toneladas de soja, um aumento de 13% em relação à safra anterior.

O presidente da Aprosoja do Mato Grosso, Lucas Beber, confirma que o Brasil consome mais defensivos que países como EUA e China. Ele aponta que a alta dos preços dos fertilizantes e a taxa de juros elevada dificultam o acesso ao crédito, impactando a rentabilidade dos produtores.

A Alternativa dos Bioinsumos

Diante desse cenário, os bioinsumos surgem como uma alternativa viável. Segundo Maurício Buffon, presidente da Aprosoja Brasil, cerca de 70% dos produtores já utilizam esses produtos, que são baseados em fontes biológicas. O produtor Antonio Brólio, que adota bioinsumos em sua lavoura, afirma que essa prática resulta em maior qualidade e volume nas colheitas, além de ser mais sustentável a longo prazo.

Essas mudanças no setor agrícola refletem a necessidade de adaptação às novas demandas de mercado e à busca por práticas mais sustentáveis, visando garantir a competitividade do Brasil como líder na produção de soja.

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