Em 1975, um gato chamado Chester foi listado como coautor em um artigo científico, surpreendendo a comunidade acadêmica. Chester, um gato siamês, era de Jack H. Hetherington, um físico que escreveu um estudo sobre hélio-3. Como o periódico onde ele queria publicar não aceitava artigos no plural de um único autor, Hetherington decidiu usar um nome fictício, F. D. C. Willard, que era uma brincadeira com o nome de Chester. O artigo foi publicado sem que os editores percebessem e recebeu boas citações. Em 1978, a história foi revelada em uma conferência, mas isso não afetou a credibilidade do trabalho. Chester “assinou” um segundo artigo em 1980, que foi bem recebido e até levou a um convite simbólico para ele se juntar ao corpo docente da universidade. A Sociedade Americana de Física reconheceu a importância da publicação em 2014, e a história de Chester inspirou outros casos, como o do gato Larry, que foi citado em mais de 130 estudos. Chester faleceu em 1982, mas continua sendo um símbolo de criatividade na ciência.
Em novembro de 1975, a comunidade científica foi surpreendida ao ver um gato como coautor em um artigo publicado no periódico *Physical Review Letters*. O siamês Chester, animal de estimação do físico Jack H. Hetherington, foi creditado sob o pseudônimo F. D. C. Willard. A inclusão se deu devido a uma exigência editorial que não permitia artigos no plural de um único autor.
Hetherington, professor da Universidade Estadual de Michigan, redigiu um estudo sobre trocas atômicas no isótopo hélio-3. Para evitar reescrever o texto, ele decidiu adicionar um autor fictício. O nome escolhido foi uma combinação da espécie do gato e seu nome, o que passou despercebido pelos editores. O artigo foi bem recebido e citado mais de 60 vezes em outras pesquisas.
Revelação e Reconhecimento
Em 1978, a história foi revelada em uma conferência científica, onde Hetherington apresentou cópias do artigo com a assinatura dele e a “pata” de Chester. A revelação gerou risos, mas não afetou a credibilidade do trabalho. Em 1980, Chester “assinou” um segundo artigo, desta vez sozinho, publicado em francês no periódico *La Recherche*, abordando aspectos técnicos do hélio-3.
O artigo de Chester, apesar de sua origem inusitada, é relevante e ainda é citado em estudos de mecânica quântica. Em 2014, a Sociedade Americana de Física reconheceu a curiosidade histórica da publicação, disponibilizando artigos “assinados por gatos”.
Inspiração para Outros
A história de Chester inspirou outros casos, como o do gato Larry, que foi citado em mais de 130 estudos acadêmicos. Chester faleceu em 1982, mas permanece como um símbolo de criatividade e humor na ciência. Seu nome é frequentemente mencionado em compilações sobre os episódios mais inusitados da pesquisa científica moderna.
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