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Nayib Bukele ignora críticas e mantém alta popularidade em seu sétimo ano de governo

Nayib Bukele ignora críticas internacionais e defende sua popularidade de 85% ao justificar a nova lei que limita ONGs em El Salvador.

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Nayib Bukele, presidente de El Salvador, continua a ser uma figura popular, com uma aprovação de 85%, mesmo após ser chamado de “ditador” por críticos. Em um discurso recente, ele ignorou as críticas internacionais e defendeu a nova “Lei de Agentes Estrangeiros”, que restringe a atuação de ONGs no país. Bukele afirmou que prefere ser chamado de ditador a ver assassinatos nas ruas. Desde que assumiu o poder em 2019, ele tem concentrado poder, substituindo juízes e atacando opositores. Apesar de sua popularidade, a percepção de que o país está indo na direção certa caiu. Recentemente, houve um aumento no número de pessoas que desaprovam seu governo, com a economia e o custo de vida sendo as principais preocupações da população. A nova lei permitirá que Bukele decida quais organizações podem operar no país e impõe um imposto de 30% sobre aquelas que ele considera políticas. A situação política em El Salvador é tensa, com muitos opositores enfrentando prisão ou exílio.

O presidente de El Salvador, Nayib Bukele, reafirmou sua popularidade de 85% em um discurso recente, desconsiderando críticas internacionais que o rotulam como “ditador”. Bukele, que inicia seu sétimo ano no poder, tem sido alvo de acusações de autoritarismo, mas mantém altos índices de aprovação.

Durante seu discurso, Bukele atacou jornalistas e organizações de direitos humanos, afirmando que prefere ser chamado de ditador a ver cidadãos assassinados nas ruas. Ele justificou a nova “Lei de Agentes Estrangeiros”, que limita a atuação de ONGs no país e impõe um imposto de 30% sobre aquelas consideradas politicamente influentes.

Desde que assumiu a presidência em 2019, Bukele tem concentrado poder, substituindo magistrados da Suprema Corte e o procurador-geral, além de implementar um regime de exceção que já foi renovado 39 vezes. Essa medida, inicialmente destinada ao combate de gangues, tem sido usada para perseguir opositores e ativistas.

Recentemente, uma pesquisa da CID Gallup indicou que 73% da população acredita que o país está indo na direção errada, refletindo preocupações com a economia e o aumento do custo de vida. Apesar disso, apenas 1,4% dos entrevistados consideram a concentração de poder um problema.

Um relatório do jornal El Faro revelou a existência de 28 presos políticos em El Salvador, o que marca um retorno a práticas autoritárias desde a guerra civil. A situação política no país se torna cada vez mais restritiva, com poucos opositores ainda ativos, muitos dos quais estão presos ou no exílio.

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