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EUA ampliam vigilância com tecnologias de ponta sob governo Trump

Vigilância estatal nos EUA se intensifica sob Trump, com uso de IA para monitorar imigrantes e estudantes sem autorização judicial.

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Desde que Donald Trump voltou à presidência dos EUA, o governo aumentou a vigilância sobre pessoas, especialmente imigrantes e estudantes, usando ferramentas de inteligência artificial sem autorização judicial. Isso inclui a coleta de dados de redes sociais, informações biométricas e até o rastreamento de celulares e placas de veículos. O Departamento de Segurança Interna confirmou que está utilizando um programa chamado Babel X para monitorar viajantes, enquanto a Imigração e Controle de Alfândega (ICE) usa o SocialNet para agregar dados de várias fontes. As autoridades afirmam que até postagens sobre protestos podem levar à negação de asilo. Além disso, o governo está comprando dados de corretores e coletando informações sensíveis de cidadãos, como registros médicos e status fiscal. Essa vigilância se intensificou rapidamente, com o apoio de empresas de tecnologia que fornecem ferramentas para o governo. Especialistas alertam que essas práticas afetam desproporcionalmente comunidades marginalizadas e podem representar uma ameaça aos direitos humanos. A situação nos EUA também está influenciando a Europa, onde agências estão investindo em tecnologias semelhantes.

Desde o retorno de Donald Trump à Casa Branca, o governo dos Estados Unidos intensificou a vigilância estatal, utilizando ferramentas de inteligência artificial (IA) para monitorar milhares de pessoas sem autorização judicial. As práticas têm como alvo principal imigrantes, estudantes e estrangeiros em trânsito.

Entre as ferramentas empregadas estão a análise de dados de redes sociais, a coleta de informações biométricas, e a interceptação de comunicações telefônicas. O Departamento de Segurança Interna (DHS) confirmou o uso do software Babel X para coletar dados de viajantes, enquanto a Imigração e Controle de Alfândega (ICE) utiliza o programa SocialNet, que agrega informações de mais de duzentas fontes, incluindo redes sociais e aplicativos de namoro.

Esra’a Al Shafei, ativista de direitos civis, destaca que a vigilância não começou com Trump e que as bases foram estabelecidas ao longo de décadas. O sistema é alimentado por orçamentos elevados destinados a agências de inteligência e empresas privadas, sob a justificativa de segurança nacional. Empresas como Palantir e Anduril fornecem as ferramentas digitais para essa infraestrutura de vigilância.

Acelerando a Vigilância

Nos últimos meses, o DHS adquiriu licenças para softwares de espionagem de celulares, como os da Cellebrite e do NSO Group, conhecido pelo spyware Pegasus. Essas tecnologias permitem acesso a dispositivos móveis e rastreamento de localização. Um estudo revelou que mulheres que buscam clínicas de aborto têm sido identificadas sem mandado judicial.

O governo federal investiu R$ 7,8 bilhões desde dois mil e vinte em tecnologias de imigração, colaborando com duzentas e sessenta e três empresas para desenvolver essas ferramentas. A expansão da vigilância tem gerado preocupações sobre a erosão dos direitos humanos, especialmente entre comunidades marginalizadas.

Michael De Dora, pesquisador da organização de direitos digitais Access Now, alerta que a relação entre o governo e as empresas de vigilância representa uma ameaça real às liberdades fundamentais. A situação é preocupante não apenas nos EUA, mas também na Europa, onde agências como Frontex estão investindo em tecnologias semelhantes.

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