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Refugiadas enfrentam dificuldades para conseguir trabalho e moradia em Nova York

Mães imigrantes em Nova York enfrentam o fechamento de abrigos e lutam por trabalho e cuidados para seus filhos em meio a incertezas.

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Valeria, uma mãe imigrante de 24 anos, vive com seus dois filhos em abrigos de Nova York há oito meses, fugindo da violência e da pobreza. Ela se inscreveu em um programa de culinária para conseguir um emprego, mas acredita que foi rejeitada por não ter com quem deixar as crianças. Com o fechamento de 13 abrigos, incluindo o Hotel Roosevelt, Valeria e outras mães estão preocupadas com o futuro. Muitas delas não conseguem trabalhar legalmente devido ao seu status migratório. Embora a cidade ofereça um programa de apoio financeiro para cuidados infantis, muitas mulheres não conhecem essa ajuda. Valeria tentou vários empregos, mas não foi chamada, e sua situação se complicou quando descobriu que seu permissão de trabalho havia sido cancelada. Outras mães, como Regina e Linda, também enfrentam dificuldades semelhantes enquanto aguardam seus pedidos de asilo e tentam encontrar maneiras de ganhar dinheiro. Regina fugiu do Panamá após ameaças contra seu filho, enquanto Linda deixou a Venezuela por causa de extorsão. Ambas buscam trabalho informal para sustentar suas famílias, mas a insegurança e o medo de deportação tornam a situação ainda mais difícil.

Valeria, uma mãe imigrante de vinte e quatro anos, enfrenta desafios em Nova York após a decisão de fechar treze abrigos, incluindo o Hotel Roosevelt, onde vive com seus filhos. A situação se agrava, pois muitas mães, como Valeria, não têm permissão de trabalho e lutam para cuidar de suas famílias em meio a incertezas.

Nos últimos anos, mais de trinta e cinco mil famílias com crianças buscaram abrigo na cidade, fugindo da violência e da pobreza em seus países de origem. Dados da prefeitura indicam que, até março de dois mil e vinte e cinco, essas famílias representavam oitenta e um por cento da população migrante nos abrigos. A maioria enfrenta dificuldades para conseguir emprego formal devido ao seu status migratório irregular.

O fechamento dos abrigos está programado para o final de junho. Valeria e outras mães do Hotel Row relatam que não receberam informações sobre o que acontecerá com elas após o fechamento. Um representante da Oficina de Assuntos de Imigrantes do prefeito Eric Adams afirmou que as mães sempre poderão acessar outros abrigos disponíveis. O município oferece programas de apoio, mas muitos desconhecem as opções, como o Promise NYC, que fornece setecentos dólares semanais para cuidados infantis.

Valeria se inscreveu em várias vagas de emprego, mas não obteve retorno. Ela acredita que a falta de um cuidador para seus filhos a prejudicou nas seleções. Sua irmã, Marcela, destaca que o domínio do inglês é mais importante que o status legal para conseguir trabalho. Valeria também enfrentou problemas com seu permissão de trabalho, que foi cancelada, complicando ainda mais sua busca por emprego.

Regina, outra imigrante, fugiu do Panamá após ameaças contra seu filho. Ela e suas crianças chegaram a Nova York após uma longa jornada. Assim como Valeria, Regina aguarda a aprovação de seu pedido de asilo e busca formas de sustentar sua família. Linda, que imigrou da Venezuela, vende comida no abrigo para ajudar nas despesas. Ambas enfrentam o medo de ações de imigração e a incerteza sobre o futuro.

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