A próxima missão brasileira à Antártica será a primeira a compensar suas emissões de carbono. Prevista para ocorrer entre o final de 2025 e o início de 2026, a expedição contará com quatro pesquisadores e terá como foco o Laboratório Criosfera 1. A iniciativa é parte do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) e é liderada pela […]
A próxima missão brasileira à Antártica será a primeira a compensar suas emissões de carbono. Prevista para ocorrer entre o final de 2025 e o início de 2026, a expedição contará com quatro pesquisadores e terá como foco o Laboratório Criosfera 1. A iniciativa é parte do Programa Antártico Brasileiro (PROANTAR) e é liderada pela equipe do laboratório, vinculado à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).
O planejamento inclui pesquisas para calcular a pegada de carbono da missão. Serão adotadas medidas para reduzir emissões e remediar impactos. A colaboração envolve a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e a empresa Ambipar. Estudos recentes da equipe mostraram os efeitos da deposição de aerossóis de carbono negro e microplásticos na criosfera, acelerando o derretimento do gelo.
As emissões de gases de efeito estufa (GEE) serão calculadas com base no Protocolo de Kyoto. A análise preliminar indica que as emissões estarão ligadas principalmente às operações logísticas, como deslocamentos e acomodações. Durante a estadia no laboratório, a equipe utilizará apenas energia solar e eólica.
A missão obteve certificação internacional de Carbon Free. Estima-se que as emissões sejam de cerca de nove toneladas de CO₂ equivalente. Para compensar, será realizado um reflorestamento de duzentos exemplares de espécies nativas da Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro, em parceria com a Reserva Ecológica de Guapiaçu (REGUA).
Essa abordagem visa criar um modelo de monitoramento e mitigação ambiental que possa ser replicado em outras missões científicas. A proposta está alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente o ODS 13, que trata da necessidade de ações contra a mudança climática. A estação Criosfera 1, instalada em 2011/2012, é uma das mais remotas do Brasil e opera de forma autônoma, monitorando dados climáticos essenciais.
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