A Folha de S.Paulo publicou, pela primeira vez, um anúncio da Fatal Model, uma plataforma de acompanhantes, na capa do jornal. A decisão gerou polêmica, especialmente em relação à exposição de crianças a conteúdos considerados explícitos. O anúncio, que usou o termo “acompanhante” como eufemismo para prostituição, foi interpretado por alguns leitores como uma referência […]
A Folha de S.Paulo publicou, pela primeira vez, um anúncio da Fatal Model, uma plataforma de acompanhantes, na capa do jornal. A decisão gerou polêmica, especialmente em relação à exposição de crianças a conteúdos considerados explícitos. O anúncio, que usou o termo “acompanhante” como eufemismo para prostituição, foi interpretado por alguns leitores como uma referência a cuidadores de idosos.
A Fatal Model, que se destaca por patrocínios milionários no futebol, busca abrir um debate sobre a atividade sexual remunerada. O anúncio, que coincide com o Dia Internacional da Trabalhadora Sexual, apresenta dados sobre a profissão, mas não esclarece a origem do número de 1,4 milhão de profissionais mencionados. A plataforma alega oferecer segurança e liberdade a acompanhantes e clientes.
Entidades como a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) e Ministérios Públicos de Alagoas e São Paulo consideram a publicidade inadequada. A Folha, por sua vez, defende que o objetivo do anúncio é promover uma discussão sobre respeito e dignidade, afirmando que a publicação passou por avaliação jurídica. O jornal não restringe anunciantes, exceto aqueles que atuam em segmentos ilegais.
A controvérsia se intensificou com críticas à exploração sexual e à possível normalização da prostituição. A advogada Luciana Temer, presidente do Instituto Liberta, expressou desconforto com a propaganda, destacando que a violência sexual contra crianças é um problema grave. A Folha, enquanto isso, continua a ser criticada por sua abordagem condescendente em relação à plataforma.
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