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Indefinições marcam futuro do terreno do estádio do Flamengo

Flamengo enfrenta atrasos e orçamentos divergentes na construção do novo estádio, com custos que podem ultrapassar R$ 3 bilhões

Foto: Reprodução
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  • O Flamengo adquiriu o terreno do Gasômetro por R$ 138,1 milhões em julho de 2024, com planos de construir um novo estádio no Rio de Janeiro.
  • Sob a presidência de Luiz Eduardo Baptista, o projeto enfrenta atrasos e orçamentos divergentes, com estimativas que podem ultrapassar R$ 3 bilhões.
  • Em abril de 2025, o clube contratou três empresas para análises técnicas do solo, com a coordenação da Arena E+V.
  • O estudo mais complexo, da AECOM, que avaliará a contaminação do solo, deve ser finalizado apenas em 2026.
  • A Prefeitura do Rio já concluiu os processos administrativos para o uso do terreno, mas questões com a Caixa Econômica Federal ainda precisam ser resolvidas.

No dia 31 de julho de 2024, o Flamengo adquiriu o terreno do Gasômetro por R$ 138,1 milhões, com planos de construir um novo estádio no centro do Rio de Janeiro. Um ano após a compra, sob a presidência de Luiz Eduardo Baptista, o projeto enfrenta indefinições e atrasos.

O terreno, que possui mais de 88 mil metros quadrados, foi adquirido durante a gestão de Rodolfo Landim. No entanto, a nova administração de Baptista adotou uma postura cautelosa, resultando em poucos avanços visíveis no local. Recentemente, algumas edificações foram demolidas, mas as mudanças são mínimas, conforme imagens aéreas.

Em abril de 2025, o Flamengo contratou três empresas para realizar análises técnicas do solo, revisando os estudos preliminares da gestão anterior. A coordenação dos trabalhos ficou a cargo da Arena E+V, que já havia sido contratada por Landim. Baptista, no entanto, questionou os custos estimados por Landim, que previa um total abaixo de R$ 2 bilhões. O novo presidente indicou que os valores poderiam ultrapassar R$ 3 bilhões.

Atrasos e Desafios

Os relatórios das empresas contratadas já foram entregues, mas o estudo mais complexo, da AECOM, que deve avaliar a contaminação do solo, pode ser finalizado apenas em 2026. Baptista afirmou que os estudos preliminares indicam que o projeto levará mais tempo e dinheiro do que o previsto.

A Prefeitura do Rio, por sua vez, já concluiu os processos administrativos para que o Flamengo utilize o terreno. Contudo, questões com a Caixa Econômica Federal, que administrava o imóvel, ainda permanecem indefinidas. O prefeito Eduardo Paes anunciou que a Prefeitura assumirá os custos de remanejamento de redes de gás, estimados em R$ 250 milhões.

Além disso, a Prefeitura está considerando um projeto de lei que permitiria ao Flamengo vender o potencial construtivo de sua sede na Gávea, semelhante ao que foi feito com o Vasco. A Caixa aguarda a manifestação da nova diretoria do clube para a assinatura de um acordo que encerraria uma ação judicial relacionada à desapropriação do terreno.

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