- Lula afirmou que a extrema direita não tolera a autonomia das universidades e tenta calar professores e estudantes para coibir a diversidade.
- O discurso ocorreu na abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, que visa fortalecer a cooperação em educação superior entre os dois continentes.
- Participam do encontro setenta reitores brasileiros e sessenta e quatro africanos; o Brasil mantém doiscentos e trinta e cinco acordos de cooperação com instituições de educação superior de 38 países africanos.
- Os resultados do fórum serão formalizados na Carta de Brasília do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, orientando os próximos passos da cooperação bilateral.
- Lula citou os eixos apresentados na Cúpula da Celac para estreitar laços entre América Latina e África: combate à fome, enfrentamento às mudanças climáticas, transição energética, democratização da inteligência artificial e integração de cadeias produtivas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a extrema direita não tolera a autonomia das universidades e que esse setor busca silenciar professores e alunos para dificultar a diversidade. O comentário foi feito nesta segunda-feira, durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África.
Segundo Lula, o pensamento crítico é essencial para enfrentar discriminações e para fortalecer as instituições de ensino, que ele chamou de bastiões de resistência diante de conflitos históricos. O presidente ligou a defesa da educação à cooperação com a África.
O líder afirmou ainda que o Brasil tem um compromisso histórico com o continente e relembrou os pilares apresentados na Cúpula de Líderes da Celac, incluindo combate à fome, ações climáticas e democratização da inteligência artificial.
Fórum de Reitores Brasil-África
O encontro reúne 70 reitores brasileiros e 64 africanos, com o objetivo de ampliar a cooperação em educação superior. O Brasil mantém 235 acordos com instituições de 38 países africanos, fortalecendo laços acadêmicos, científicos e tecnológicos.
O fórum funciona como plataforma para consolidar oportunidades de integração entre os dois continentes, com resultados e compromissos a serem formalizados na Carta de Brasília do evento. O documento guiará próximos passos da cooperação bilateral.
Segundo Lula, as universidades brasileiras têm muito a oferecer ao povo africano, respeitando culturas e necessidades das instituições parceiras, conforme leitura do presidente durante a abertura.
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