- Juliana Marins, publicitária brasileira, faleceu após cair em um penhasco durante uma expedição no Monte Rinjani, na Indonésia, em 24 de junho.
- O guia da expedição, Ali Musthofa, relatou que conheceu Juliana quando ela contratou um pacote compartilhado para a trilha, optando por uma opção mais barata.
- Ali defendeu-se de acusações de abandono, afirmando que precisou cuidar do grupo e que Juliana estava muito cansada.
- Após a queda, ele buscou ajuda e tentou um resgate, mas não teve sucesso. Ele manteve esperanças de que Juliana fosse encontrada viva por dois dias.
- Desde o acidente, Ali se afastou do trabalho e não pode retornar ao Monte Rinjani, onde sonha em voltar um dia.
Juliana Marins, publicitária brasileira, faleceu após um acidente durante uma expedição no Monte Rinjani, na Indonésia. Ela caiu em um penhasco e foi encontrada morta quase quatro dias depois, em 24 de junho. O guia da expedição, Ali Musthofa, compartilhou detalhes sobre os momentos finais com Juliana e as consequências emocionais que enfrenta desde a tragédia.
Ali, de 20 anos, explicou que conheceu Juliana quando ela contratou um “pacote compartilhado” para a expedição, que incluía outros cinco participantes. Apesar de ser oferecido um acompanhamento privado, Juliana optou pelo pacote mais barato. O guia se defendeu de acusações de abandono, afirmando que precisou cuidar do grupo e que Juliana estava muito cansada. Ele disse: “Eu disse para ela: ‘Você pode esperar aqui. Eu só quero checar como eles estão lá na frente'”.
Após 30 minutos sem vê-la, Ali voltou ao local onde a publicitária estava e encontrou uma lanterna a 150 metros abaixo, o que o levou a entrar em pânico. Ele buscou ajuda e tentou improvisar um resgate, mas não teve sucesso. Ali revelou que, mesmo dois dias após a queda, ainda tinha esperanças de que Juliana fosse encontrada viva. Ele expressou seu desejo de pedir desculpas a ela e à família.
Em um encontro com o pai e a irmã de Juliana na embaixada do Brasil, Ali relatou os eventos e pediu desculpas, mas foi recebido com raiva. O pai da publicitária o acusou, dizendo: “Você matou minha filha”. Desde o acidente, Ali se afastou do trabalho e não pode visitar o Monte Rinjani, onde sonha em voltar a trilhar um dia. Ele afirmou: “Sinto falta daquele lugar. Eu só queria ir lá como turista”.
Ali também mencionou que o primeiro dia da caminhada foi tranquilo, mas no segundo, ele teve que ajudar Juliana, que pediu para descansar. Ele se recorda de suas últimas interações, onde tentava incentivá-la a não se mover. O guia aguarda a resolução do caso para retomar sua carreira e realizar seu sonho de abrir uma empresa de trilhas.
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