- A 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou que a Eagle Football Holdings pague € 23 milhões (aproximadamente R$ 152 milhões) à SAF do Botafogo.
- Este valor corresponde à metade da dívida total da empresa, que é de cerca de € 150 milhões.
- A decisão inclui o arresto das ações da Eagle, garantindo que John Textor mantenha o controle do clube.
- O juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres justificou a medida para evitar mudanças administrativas que poderiam prejudicar a SAF.
- A situação financeira da Eagle é crítica, com dívidas elevadas, e a decisão judicial prioriza a recuperação do crédito da SAF.
A 3ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determinou que a Eagle Football Holdings, controladora da SAF do Botafogo, pague € 23 milhões (aproximadamente R$ 152 milhões) à própria SAF. Este montante representa metade da dívida total da empresa, que soma cerca de € 150 milhões. A decisão também inclui o arresto das ações da Eagle, garantindo que John Textor mantenha o controle do clube e evitando tentativas de mudança administrativa.
O juiz Victor Agustin Cunha Jaccoud Diz Torres justificou a medida como uma forma de “congelar o estado de coisas”, prevenindo ingerências que poderiam prejudicar a SAF. O arresto impede que acionistas minoritários, que buscam assumir o controle da Eagle, realizem alterações na gestão do Botafogo sem quitar a dívida. A ação foi movida pelos escritórios Salomão Advogados e Basílio Advogados, que argumentaram que a inadimplência poderia aumentar caso Textor perdesse o controle.
Além disso, a situação financeira da Eagle é crítica, com compromissos elevados, especialmente com o Lyon, na França. A petição judicial destaca que a dívida total, incluindo valores vencidos e não pagos, chega a R$ 152.500.770,56. A estratégia de Textor de criar uma “rede colaborativa” foi comprometida, com o Botafogo se tornando um fator “desequilibrante” nas finanças da Eagle.
Riscos e Consequências
A tentativa de mudança no controle da Eagle foi vista como um “risco manifesto” de inadimplência. A decisão judicial não apenas mantém Textor no comando, mas também oferece um mecanismo legal para garantir o recebimento da dívida. O Botafogo, que já realizou empréstimos a outras equipes da rede, busca assegurar sua saúde financeira em meio a essa crise.
Os contratos de empréstimo assinados por Textor, que atuou como devedor e credor, complicam ainda mais a situação. A medida judicial garante à SAF prioridade na recuperação do crédito, evitando que novos controladores possam vender ou onerar a participação no clube sem resolver a dívida. A Eagle Football Holdings não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta reportagem.
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