- O Botafogo notificou o Lyon sobre uma dívida de 122 milhões de euros, conforme carta do CEO, Thairo Arruda, datada de 18 de junho.
- O Botafogo alega um saldo positivo de 45 milhões de euros, enquanto o Lyon afirma dever apenas 20 milhões de euros.
- Os empréstimos do Botafogo visam ajudar o Lyon a manter sua saúde financeira, especialmente em relação ao órgão regulador das finanças na França, o DNCG.
- O Botafogo também reivindica R$ 410 milhões em relação a transferências de jogadores, incluindo a venda de Almada por 27 milhões de euros.
- A disputa financeira reflete a complexidade das relações comerciais sob a gestão de John Textor, que controla ambos os clubes.
Uma disputa financeira entre Botafogo e Lyon ganhou novos contornos após uma notificação enviada por Thairo Arruda, CEO do Botafogo, ao clube francês. Na carta datada de 18 de junho, Arruda afirma que o Alvinegro emprestou 122 milhões de euros ao Lyon desde 2023, mas as partes divergem sobre os valores devidos. Enquanto o Botafogo alega um saldo positivo de 45 milhões de euros, o Lyon contesta, afirmando que deve apenas 20 milhões de euros.
Os empréstimos realizados pelo Botafogo visam ajudar o Lyon a manter sua saúde financeira, especialmente em relação ao DNCG, órgão regulador das finanças na França. O clube carioca também repassou verbas da Copa do Mundo de Clubes ao Lyon, mas não recebeu a devolução. A situação se complica ainda mais com a alegação do Botafogo de que o Lyon não honrou acordos anteriores, resultando em um saldo devedor.
Divergências nos Valores
O Botafogo notificou o Lyon para que o pagamento das verbas devidas fosse realizado em até 30 dias. A discordância sobre os valores é um ponto central da disputa. O Lyon argumenta que não é responsável por juros bancários de empréstimos feitos em nome do Botafogo, enquanto o Alvinegro defende que esses débitos foram necessários para auxiliar o clube francês.
Além disso, o Botafogo também reivindica R$ 410 milhões em relação a transferências de jogadores, como a de Almada, que envolveu uma venda incondicional de 27 milhões de euros. O desentendimento financeiro entre os clubes reflete a complexidade das relações comerciais sob a gestão de John Textor, que controla ambos os clubes e promove uma visão de “caixa único” para suas operações.
A situação atual destaca a fragilidade das finanças do Lyon, que, após melhorar sua posição na tabela, ainda enfrenta desafios para regularizar suas dívidas com o Botafogo. A resolução desse impasse financeiro é crucial para ambos os clubes, que buscam estabilidade em suas operações.
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