- O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente na manhã de sábado, 22, por decisão do ministro Alexandre de Moraes, e levado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília.
- A prisão não inicia o cumprimento da pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado; Moraes justificou a medida pela necessidade de garantia da ordem pública frente a risco de fuga, violação da tornozeleira e mobilização de apoiadores.
- A tornozeleira eletrônica de Bolsonaro apresentou violação às 0h08 deste sábado, e Moraes citou a proximidade da residência com o Setor de Embaixadas Sul, apontando risco de busca por asilo diplomático.
- A convocação de uma vigília de apoiadores próximo ao condomínio também influenciou a decisão, por potencial atrapalhar a fiscalização da prisão domiciliar; a audiência de custódia está marcada para domingo, por videoconferência.
- A defesa pediu a manutenção da prisão domiciliar por questões de saúde, mas Moraes rejeitou; a transferência segue sob responsabilidade da Polícia Federal, com medidas de saúde e visitas restritas.
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi preso preventivamente nesta manhã por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A detenção ocorreu por volta de 6h35, quando Bolsonaro foi levado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília. A medida atende a pedido da PF, com base em risco de fuga, violação da tornozeleira e mobilização de apoiadores diante do condomínio onde ele reside.
Segundo Moraes, a tornozeleira apresentou violação às 0h08 deste sábado, o que, segundo o ministro, caracteriza possível tentativa de evasão. O magistrado também mencionou a proximidade da residência de Bolsonaro com áreas sensíveis e o risco de busca por asilo diplomático, hipótese já investigada em fases anteriores do inquérito. A convocação de uma vigília de apoiadores também pesou na decisão por atrapalhar a fiscalização da prisão.
Medidas e audiência
A audiência de custódia está marcada para domingo (23) por videoconferência. O documento determina atendimento médico integral durante a prisão, autorização prévia do STF para visitas (exceto advogados e equipe médica) e manutenção da transferência para a PF. A defesa pediu a manutenção da prisão domiciliar por razões de saúde, pedido que foi rejeitado por Moraes. A decisão reforça o caráter cautelar da prisão, sem indicar o início do cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses pelo caso de tentativa de golpe de Estado.
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