- Proposta de paz entre os EUA e a Rússia, com vinte e oito pontos, gerou reações mistas em Kiev; o plano sugere concessões à Rússia, incluindo reconhecimento de soberania sobre a Crimeia e o Donbass, e o presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, é cético, dizendo que não aceitará soberania russa sobre partes do país.
- Zelenski afirmou buscar uma paz real e digna; a análise indica que os EUA podem pressionar pelo congelamento de fronteiras e por amnistia, influenciados por aliados europeus, enquanto o documento está em fase de negociação e provocou resistência na Ucrânia.
- A proposta, divulgada pelo site Axios, foi elaborada por representantes dos dois países; entre os pontos mais controversos está a amnistia para crimes de guerra, o que preocupa a Ucrânia, que já registra mais de 14.500 civis mortos desde o início do conflito.
- Zelenski e o governo reiteraram à Casa Branca que as concessões são inaceitáveis; ele já questionou se a Rússia poderia continuar a alterar sua constituição e expandir reivindicações após um possível acordo.
- Linhas vermelhas: a diplomata ucraniana Christina Gayovishin disse que a Ucrânia não renunciará à soberania e que territórios ocupados não estão à venda; o plano prevê restrições ao desenvolvimento militar ucraniano, visto como inaceitável por Kiev; aliados europeus defendem cessar-fogo sem condições, enquanto o Kremlin se opõe à trégua, afirmando que isso permitiria que a Ucrânia se rearmasse; as tensões continuam altas e há avanço de tropas russas em alguns pontos.
A proposta de paz entre EUA e Rússia, que inclui 28 pontos, gerou reações mistas em Kiev. O plano sugere concessões significativas à Rússia, incluindo o reconhecimento de sua soberania sobre a Crimeia e o Donbass. O presidente ucraniano, Volodímir Zelenski, expressou ceticismo, afirmando que não aceitará a soberania russa sobre partes do país.
Zelenski destacou que busca uma paz “real e digna”. No entanto, a análise indica que os EUA podem pressionar por um congelamento das fronteiras e uma amnistia, influenciados por aliados europeus. O documento, que está em fase de negociação, provocou uma forte reação na Ucrânia, onde muitos veem como uma capitulação às exigências russas.
Reações em Kiev
A proposta, que foi divulgada inicialmente pelo site Axios, foi elaborada por representantes dos dois países. Um dos pontos mais controversos envolve uma amnistia para crimes de guerra, o que geraria uma situação delicada para a Ucrânia, que já contabiliza mais de 14.500 civis mortos desde o início do conflito. Além disso, o plano prevê que a Ucrânia não busque justiça por esses crimes.
Zelenski e seu governo reiteraram à Casa Branca que as concessões são inaceitáveis. O presidente ucraniano já havia questionado anteriormente se a Rússia poderia continuar a alterar sua constituição e expandir suas reivindicações territoriais após um possível acordo.
Linhas Vermelhas
A diplomata ucraniana Christina Gayovishin enfatizou que a Ucrânia não renunciará à sua soberania, afirmando que “os territórios ocupados temporariamente não estão à venda”. Além disso, o plano sugere restrições ao desenvolvimento militar da Ucrânia, o que é considerado inaceitável pelo governo.
A posição de Kiev é apoiada por seus aliados europeus, que defendem um cessar-fogo sem condições antes de qualquer negociação. O Kremlin, no entanto, se opõe a uma trégua, alegando que isso apenas daria tempo à Ucrânia para se rearmar. As tensões permanecem altas, com as tropas russas avançando em algumas regiões, intensificando o clima de urgência em torno das negociações de paz.
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