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Madhav Gadgil, defensor da conservação democrática, morre aos 83

Madhav Gadgil, ecologista defensor da conservação democrática, morre aos 83; legado inclui o relatório sobre os Ghats Ocidentais e participação popular na gestão ambiental

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Por Revisado por: Time de Jornalismo Portal Tela
Madhav Gadgil in 2016. Photo by Syed Shiyaz Mirza
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  • Madhav Gadgil, ecologista indiano ligado aos Ghats Ocidentais, morreu aos 83 anos em 7 de janeiro de 2025.
  • Defendia conservação democrática, tratando decisões sobre florestas, rios e morros como questões de poder e evidência, não de conveniência oficial.
  • Ficou conhecido por chefiar, em 2011, o Painel de Ecologia dos Ghats Ocidentais, que recomendou salvaguardas rigorosas e descentralização das decisões até as comunidades locais.
  • Criticou modelos de conservação elitistas e centralizados e disse que a reserva de biosfera Nilgiris, criada em 1986, afastou povo e ciência.
  • Trabalhou no Instituto de Ciência de Bengaluru, ajudou a criar o Centro de Ciências Ecológicas e atuou como escritor público, divulgando ciência em inglês e marathi.

Madhav Gadgil, conhecido pela defesa de uma conservação democrática, morreu em 7 de janeiro de 2025, aos 83 anos. O ecologista indiano ficou associado aos Ghats Ocidentais e a uma abordagem que coloca as comunidades no centro das decisões sobre florestas, rios e cavernas de ecossistemas.

Nascido em Pune, Gadgil teve acesso a livros e ao contato com a natureza desde a infância. Seu pai lhe presenteou com binóculos e o incentivou a observar aves, preparando-o para uma carreira dedicada à ciência e à participação cidadã.

No Instituto de Ciência de Mumbai, conheceu Sulochana, sua parceira na vida e na ciência. Ambos seguiram para Cambridge e Harvard, onde Gadgil avançou na biologia e abraçou a ideia de questionar autoridades e evidências, sem se deixar intimidar pelo poder.

Ao retornar à Índia, dedicou décadas ao Indian Institute of Science em Bengaluru, contribuindo para a criação do Centre for Ecological Sciences e orientando uma geração de pesquisadoras e pesquisadores. Também publicou artigos populares em inglês e marathi.

Em seus estudos, Gadgil examinou a importância funcional de groves sagrados e de infraestruturas ecológicas em áreas como Bandipur. Observou como árvores específicas ajudam a sustentar diversas espécies, inclusive em paisagens alteradas pela intervenção humana.

Sua crítica ganhou notoriedade com o Western Ghats Ecology Expert Panel, criado em 2011. O relatório recomendou proteção mais rígida, redução de mineração, reavaliação de rodovias e decisões descentralizadas a partir das assembleias locais.

Gadgil defendia que a ciência deve estar conectada ao país que serve e que comunidades locais têm papel essencial na coleta de dados. Quando suas propostas encontravam resistência, respondia questionando o que seria prático, se isso significava violar leis e democraticidade.

Nos últimos anos, o ecologista manteve a defesa de dados acessíveis e de participação popular como forma de superar narrativas oficiais. Ele destacou que a vontade política pode ser mobilizada por pessoas organizadas, não apenas por dinheiro.

Legado e significado

O trabalho de Gadgil é visto como marco para conciliar desenvolvimento e conservação. Sua atuação reforçou a ideia de que governos devem consultar comunidades e levar em conta saberes locais. O impacto permanece em políticas ambientais e pesquisas futuras.

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