- Atriz alemã Collien Fernandes acusa o ex-marido, ator Christian Ulmen, de ter por trás perfis falsos com deepfakes pornográficos usados contra ela; ela registrou queixa na polícia de Berlim em novembro de 2024.
- Fernandes contou à Der Spiegel que, no Natal, Ulmen confessou ser o responsável pelos perfis, revelando que seu próprio corpo foi violado por anos.
- Em dezembro de 2025, Fernandes abriu queixa contra Ulmen em Palma de Mallorca, na Espanha, onde o casal morava após o divórcio.
- A ação ganhou repercussão: milhares participaram de uma manifestação em Berlim contra violência digital e, pouco depois, cerca de 250 mulheres famosas lançaram uma petição com dez demandas ao governo, chegando a quase 25 mil assinaturas.
- O governo informou que apresentará em breve um projeto de lei para punir a criação e distribuição de deepfakes pornográficos; o texto recebe apoio de partidos de oposição e de grupos feministas.
Collien Fernandes, atriz alemã e apresentadora, acusa publicamente o ex-marido de violência sexual digital. Segundo a reportagem, o episódio envolve deepfakes com a imagem dela espalhados nas redes sociais, usados por um ator conhecido que era seu parceiro.
A denúncia começou em Berlim, quando Fernandes registrou queixas em novembro de 2024 contra perfis falsos criados por desconhecidos. Pouco depois, ela descobriu que o ex-marido, Christian Ulmen, estaria por trás dos conteúdos, conforme revelou à Der Spiegel.
Dados e desdobramentos
Fernandes informou que o assédio digital já a acompanhava há anos, envolvendo perfis que publicavam vídeos pornográficos com a sua imagem. Em dezembro de 2025, ela abriu queixas contra Ulmen em Palma de Mallorca, onde o casal vivia após o divórcio.
O caso ganhou ampla repercussão na Alemanha, elevando o debate sobre violência digital e uso de IA para gerar conteúdo pornográfico não autorizado. Milhares participaram, em Berlim, de uma manifestação em solidariedade às vítimas e contra a violência sexual online.
Mais tarde, cerca de 250 mulheres famosas assinaram uma petição em apoio a Fernandes, com dez demandas ao governo para fortalecer a proteção contra violência digital e feminicídio. A coleta de assinaturas alcançou quase 25 mil em pouco tempo.
Reação institucional
O governo informou que apresentará um projeto de lei para fechar lacunas no código penal relacionadas à criação e divulgação de deepfakes pornográficos, reconhecendo a violência digital como tema prioritário. A proposta contou com apoio dos partidos Verde e A Esquerda.
A reportagem da Der Spiegel também indicou que Ulmen não respondeu aos pedidos de posicionamento, e o advogado dele informou que pretende processar a revista, alegando ilegalidade e informações incorretas. Fernandes mantém a denúncia como parte de um movimento público sobre o tema.
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