- O autor defende que a Europa precisa se comportar como a China para sobreviver a uma era de “desordem”, onde regras não importam mais tanto.
- A China se antecipou ao caos, acumulando petróleo, alimentos e semicondutores, além de dominar minerais raros e tecnologias do futuro.
- A dependência europeia da China é evidente: cadeias de suprimento de baterias, veículos elétricos, painéis solares e energia eólica estão fortemente concentradas na China.
- A Europa precisa investir fortemente em tecnologia verde, IA e defesa, construir estoques estratégicos de minerais críticos e usar instrumentos como tarifas para evitar desindustrialização.
- Medidas adicionais previstas incluem o uso do instrumento anti-coercitivo da UE, tarifas de até trinta por cento, e possíveis medidas para limitar operações de empresas chinesas na Europa.
A Europa pode precisar adotar uma postura mais proativa diante do cenário global de incerteza, segundo a análise apresentada por Mark Leonard. O texto argumenta que a China aproveita uma era de desordem para se posicionar de modo firme, enquanto a Europa depende de políticas e mercados que não garantem proteção suficiente ante choques externos. A crise energética e as tensões entre EUA, Irã e China são citadas como exemplos do novo ambiente, no qual regras convencionais perdem relevância.
Leonard sustenta que a China se preparou para esse momento já há mais de uma década, acumulando reservas estratégicas de óleo, alimentos e semicondutores, além de dominar setores-chave como minerais raros e tecnologias futuras. Enquanto a Europa busca manter a ordem, a China trabalha para garantir sua sobrevivência no que ele chama de era do “un-orden”.
Segundo a visão do autor, o risco de desindustrialização europeia aumenta à medida que a China expõe dependências industriais e comerciais. A superioridade chinesa em cadeias de suprimento, incluindo componentes críticos para defesa e energia, é apresentada como uma vulnerabilidade para a Europa, em especial diante da transição energética e dos investimentos estrangeiros.
Mudança de tema: dependências e transição tecnológica
O texto aponta que o mercado de energias limpas europeias é intensamente dominado por firmas da China, o que afeta baterias, veículos elétricos, painéis solares e potenciais cadeias de energia eólica. Além disso, a Europa é dependente de tecnologias militares de origem chinesa para aéreas, mísseis e outros componentes, o que eleva riscos de segurança.
Mudança de tema: resposta europeia e instrumentos disponíveis
A análise sugere que a UE pode usar instrumentos de ajuste comercial para reduzir a vulnerabilidade a choques chineses, incluindo a eventual aplicação de tarifas amplas sobre produtos chineses. O texto cita propostas de tarifas de até 30% e a possibilidade de limitar operações de grandes empresas tecnológicas chinesas em solo europeu. Tais medidas, segundo o autor, teriam impacto não apenas na relação com a China, mas também na capacidade da Europa de enfrentar pressões dos EUA.
Mudança de tema: ações para construir autonomia
A reportagem recomenda que a Europa invista de forma maciça em tecnologias verdes, inteligência artificial e defesa, mantendo reservas estratégicas de minerais críticos. Também propõe a promoção de compras de baterias e componentes produzidos na Europa, além de mitigar riscos regulatórios que favoreçam produtores estrangeiros.
Mudança de tema: perspectivas estratégicas
A análise encerra destacando a necessidade de a Europa agir para não perder relevância econômica e capacidade de defesa em um mundo menos ordenado. A ênfase está em desenvolver autonomia econômica e industrial, reduzindo dependências externas e fortalecendo políticas de resiliência.
Observação: o texto original é uma análise de Mark Leonard, diretor do European Council on Foreign Relations, sobre as dinâmicas entre Europa, China e outras potências no atual cenário geopolítico. As informações descritas refletem os argumentos apresentados pelo autor e não correspondem a uma notícia de fato sobre eventos em curso.
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