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Amazon fecha acordo bilionário por empresa de satélites e entra de vez na disputa com a Starlink

Compra de US$ 11,57 bilhões da Globalstar amplia presença da gigante no setor e acelera planos de internet via satélite, em um mercado dominado pela SpaceX.

Imagem: Bússola.

A Amazon anunciou nesta terça-feira (14) a aquisição da empresa de satélites Globalstar por US$ 11,57 bilhões, em um movimento estratégico para fortalecer sua atuação em conectividade espacial e disputar espaço com a Starlink, da SpaceX, liderada por Elon Musk. A operação ocorre em meio a uma corrida entre grandes empresas de tecnologia pelo mercado […]

A Amazon anunciou nesta terça-feira (14) a aquisição da empresa de satélites Globalstar por US$ 11,57 bilhões, em um movimento estratégico para fortalecer sua atuação em conectividade espacial e disputar espaço com a Starlink, da SpaceX, liderada por Elon Musk.

A operação ocorre em meio a uma corrida entre grandes empresas de tecnologia pelo mercado de internet via satélite, considerado um dos mais promissores da próxima década. Apesar dos investimentos bilionários, a Amazon ainda enfrenta um desafio relevante: alcançar a escala da Starlink, que já opera com cerca de 10 mil satélites e atende mais de nove milhões de usuários no mundo.

Com a compra, a Amazon incorpora cerca de duas dezenas de satélites da Globalstar à sua estrutura, que atualmente conta com mais de 200 unidades. A empresa também avança em seu plano de lançar aproximadamente 3.200 satélites em órbita terrestre baixa até 2029, com parte significativa da rede em funcionamento já dentro do prazo regulatório de julho.

A companhia ainda se prepara para iniciar, ainda neste ano, a oferta de serviços de internet via satélite. Um dos focos é a tecnologia de conexão direta com dispositivos móveis (D2D), que permite comunicação sem a necessidade de torres terrestres — solução considerada essencial para emergências e regiões com cobertura limitada.

Segundo especialistas, o acordo também representa um avanço estratégico nesse segmento. A expectativa é que a Amazon consiga acelerar a implementação do D2D a partir de 2028, reforçando sua posição frente à concorrência.

A Starlink, no entanto, segue à frente. Além da ampla rede já em operação, a empresa também investe em serviços D2D em parceria com operadoras como a T-Mobile, consolidando sua liderança no setor.

O movimento da Amazon ocorre em um contexto de consolidação no mercado, impulsionado pela escala e pela capacidade de lançamento da SpaceX. Analistas apontam que novas aquisições e fusões devem continuar, à medida que empresas tentam reduzir a distância em relação à líder global.

Pelo acordo, acionistas da Globalstar poderão optar por receber US$ 90 em dinheiro ou ações da Amazon na proporção definida entre as empresas, com um prêmio superior a 31% sobre o valor de mercado anterior ao anúncio.

A conclusão da operação está prevista para o próximo ano, dependendo de aprovações regulatórias, incluindo o aval da Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC), e do cumprimento de etapas operacionais por parte da Globalstar.

Além disso, a empresa mantém acordos estratégicos com a Apple, que já investiu cerca de US$ 1,5 bilhão na Globalstar. A parceria prevê a continuidade de serviços de segurança via satélite, como SOS de emergência e localização, em dispositivos como iPhone e Apple Watch.

Com a aquisição, a Amazon amplia sua aposta em um setor que deve se tornar cada vez mais central para conectividade global e entra de forma mais direta em uma disputa que, até agora, tem um líder claro.

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