- Fiji é destaque para corais coloridos, especialmente no Rainbow Reef, com recifes de corais moles e duros e migração de baleias-jubarte de julho a outubro.
- Baja California Sur, no México, é corredor de migração marinha, com encontros com leões marinhos, tubarões e baleias-jubarte, além de passagens de mobula rays entre maio e julho.
- French Polynesia é reconhecida pela alta densidade de tubarões, com opções de snorkel e mergulho em várias ilhas e noções de ampliação de áreas protegidas na abordagem de 2026.
- Raja Ampat, na Indonésia, é destino de liveaboard com alta biodiversidade marinha, e opções de cruzeiros entre ilhas cársticas em área reconhecida como Geoparque UNESCO.
- Florida, EUA, é conhecida por recifes artificiais e naufrágios, desde os Keys até o Panhandle, incluindo atrações como a Reefline inaugurada em 2025.
Dentre os destinos que prometem experiências subaquáticas inesquecíveis, seis se destacam pela variedade de ecossistemas, espécies e modos de mergulho. A lista reúne pontos desde recifes de corais macios até passagens repletas de tubarões, reunindo oportunidades para divers diferentes níveis de prática. A autora, colecionando centenas de mergulhos ao redor do mundo, destaca a importância de entender a conservação local e as possibilidades de participação em pesquisas.
Para quem busca cores vibrantes e recifes deslumbrantes, Fiji surge como referência. A região abriga mais de três quartos das espécies de coral do mundo, segundo fontes ambientais. No Rainbow Reef, entre as ilhas Taveuni e Vanua Levu, corais rosados, fúcsias e laranja formam um cenário marcante, com migrações de baleias-de-costas reservando o auge entre julho e outubro. No Great White Wall, a descida ocorre em maré de slack para observar os corais brancos em 19,8 metros de profundidade.
Fiji sob a lente de imersão
A Sau Bay Resort & Spa, primeira Eco Center da PADI nas Fiji, oferece mergulhos em Rainbow Reef e lançou recentemente uma imersão noturna de blackwater na Somosomo Strait, com plâncton luminoso atraindo diversas espécies. A prática permite observar a fauna que se manifesta após o anoitecer, com segurança e orientação de especialistas locais.
Melhor para migração marinha: Baja California Sur, México
A Península da Baixa Califórnia fica cercada pelo Mar de Cortés e pelo Pacífico, servindo como corredor de migração de várias espécies. Em um único dia, mergulhos mostram leões-marinhos brincalhões, naufrágios e tubarões-baleia jovens. Jay Clue descreve as águas como uma via de migração de espécies marinhas, com raias grandes e cardumes impressionantes.
De dezembro a abril, baleias-jamantas passam pela península; entre maio e julho, mobula rays formam grandes cardumes no Mar de Cortés; e de outubro a dezembro, o marlins-ajiados aparecem caçando sardinhas e arenques em Magdalena Bay. Expedições de cinco a sete dias para observar a migração das mobulas são oferecidas pela Dive Ninjas, com oportunidades de participação em pesquisas junto aos guias.
Baja California Sur sob o olhar técnico
Além do avistamento de mamíferos marinhos, mergulhadores podem explorar naufrágios e áreas de mergulho com ecossistemas ricos. A região oferece atividades de snorkeling em pontos de passagem de espécies migratórias, contribuindo para o conhecimento científico local durante as temporadas.
Melhor para mergulhar com tubarões: Polinésia Francesa
Entre os destinos de tubarão, a Polinésia Francesa se destaca pela densidade de tubarões em pontos como a parede de tubarões cinzentos de Fakarava, parte de uma reserva da biosfera da UNESCO. A presença de diversas espécies — como tubarões-tigre, martelo e costeiros — varia conforme o local, oferecendo mergulhos sem necessidade de isca para avistamento.
Especialistas ressaltam que a região manteve altos índices de tubarões, fortalecendo os ecossistemas marinhos. Recentemente, o país anunciou a criação de uma extensa área marinha protegida, com planos de ampliar significativamente a proteção até 2026, beneficiando espécies de tubarão e os mergulhadores.
Polinésia Francesa sob proteção e acesso
Operadores de expedição, como EYOS Expeditions, organizam mergulhos aos muros de tubarões no arquipélago Tuamotu a bordo do iate Hanse Explorer. A política de proteção marinha contribui para observar tubarões em ecossistemas saudáveis, com visitas guiadas que promovem educação ambiental.
Melhor para liveaboard: Raja Ampat, Indonésia
Raja Ampat, no oeste da Papua, é referência para quem quer maximizar o tempo dentro d’água. O arquipélago abriga mais de 600 espécies de corais duros e 1.700 de peixes recifais, segundo a Oceanic Society, além de tubarões-bandeira, baleias e tartarugas comuns em cruzeiros de mergulho de vários dias.
Navegar a bordo de um phinisi tradicional oferece uma experiência singular, navegando entre ilhas calcárias e pontos de mergulho. A região é reconhecida pela UNESCO como Geoparque Global e por suas áreas de biosfera protegidas. A temporada de liveaboard vai de outubro a abril, com opções de embarcações de luxo ou grupos de mergulho.
Raja Ampat com estilo e conservação
Vários operadores oferecem charters privados ou em grupo, com foco no contato direto com a vida marinha e a preservação dos ecossistemas locais. A prática de mergulho contínuo em Raja Ampat é vista como uma experiência que une exploração e respeito à biodiversidade.
Melhor para recifes artificiais e naufrágios: Flórida, EUA
O estado da Flórida é conhecido pela Floresta de Recifes de Corais da Flórida e pela diversidade de locais de naufrágios. Do Keys ao Panhandle, é possível explorar mergulhos em navios afundados e estruturas artificiais. A região abriga ainda um projeto de reef artificiais que inclui instalações como Reefline, uma instalação subaquática inaugurada no fim de 2025.
Entre os naufrágios, destacam-se o MV Princess Britney, afundado como recife artificial, e o Belcher Barge. No Panhandle, o USS Oriskany, com mais de 277 metros, é um dos maiores recifes artificiais disponíveis, seguido pela projeção de afundar o SS United States em 2026, que poderá superar o tamanho do Oriskany.
Flórida e mergulho técnico
A Diver’s Paradise oferece mergulhos regulares ao longo do ano, partindo de uma marina em Key Biscayne. A costa da Flórida permite observar desde recifes naturais até estruturas criadas pela atividade humana, sempre com guias locais experientes.
Melhor para mergulho com mantas: Okinawa, Japão
Okinawa é referência mundial para mergulho com mantas, com bancos de mantas identificados desde a década de 1970 pela Japan Manta Project. Recifes em Ishigaki, Miyako e Ishigaki exibem mantas em várias épocas do ano, com comportamentos de acasalamento observados na primavera. No inverno, há atividades de alimentação de superfície em Miyako e Ishigaki, com boa visibilidade para observação de mantas oceânicas em Shimozone, acessível por Aka Island ou Naha.
Okinawa e o turismo responsável
A região oferece cursos voltados à conservação, como o Shark + Ray Conservation Course, que envolve contribuições para censos globais de tubarões e raias. Operadores locais facilitam experiências que combinam observação da fauna com dados científicos e preservação ambiental.
Se a ideia é planejar uma viagem com foco em mergulho, estas seis regiões oferecem diversidade de ambientes, espécies e possibilidades de participação em atividades de pesquisa e conservação, sempre com prática responsável e respeito aos ecossistemas.
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