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Eleição no Peru segue indefinida, Aliaga oferece dinheiro por prova de fraude

Com a contagem lenta, Aliaga oferece 20 mil soles (aprox. R$ 29 mil) por provas de fraude, em meio à indefinição do segundo turno no Peru

O candidato presidencial peruano Rafael López Aliaga fala, durante protesto em frente ao órgão eleitoral, em Lima - 14/04/2026 (Foto: REUTERS/Manuel Orbegozo)
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  • Aliaga ofereceu recompensa de vinte mil soles (cerca de R$ 29 mil) a funcionários oficiais da ONPE, do JNE ou a empresas ligadas ao processo eleitoral que apresentem provas de fraude.
  • A mensagem foi divulgada nas redes sociais, com o objetivo de indicar irregularidades, fraude ou sabotagem no pleito.
  • O partido de Aliaga protocolou pedidos de nulidade de votos e marcou uma marcha pela democracia para este domingo.
  • Roberto Sánchez criticou as ações de Aliaga, dizendo que criam instabilidade e chamam à insurgência.
  • Com 93,23% das atas apuradas, a diferença entre Sánchez e Aliaga fica em pouco mais de oito mil votos; Sánchez tem 1.884.660 votos (11,98%), Aliaga 1.887.043 votos (11,92%), enquanto Keiko Fujimori lidera com 17%.

Com a contagem de votos ainda em ritmo lento e a definição entre os candidatos que enfrentarão Keiko Fujimori no segundo turno, o Peru vive um clima de indefinição eleitoral. O conservador Rafael López Aliaga, da Renovación Popular, voltou a provocar o processo ao oferecer uma recompensa para quem apresentar provas de fraude. A mensagem foi divulgada nas redes sociais. A quantia anunciada é de 20 mil soles, equivalente a cerca de R$ 29 mil.

Segundo o texto publicado pelo candidato, trabalhadores da ONPE, do JNE ou empresas ligadas ao processo seriam elegíveis para receber o prêmio caso apresentem informações verdadeiras e comprováveis sobre irregularidades, fraudes ou sabotagem. A mensagem não detalha tipos de provas ou procedimentos para validação.

Paralelamente, o partido de Aliaga protocolou pedidos de nulidade de votos e anunciou uma marcha pela democracia para o próximo domingo. A mobilização ocorre no contexto de pressões para contestação do pleito, com foco na transparência do resultado.

Reações e posicionamentos

Roberto Sánchez, concorrente que ocupa o segundo lugar na apuração, criticou publicamente as ações de Aliaga, atribuindo ao rival a tentativa de criar instabilidade e de incentivar atitudes que minem o processo democrático. Conforme o jornal El Comercio, Sánchez afirmou que tais ações vão contra um espírito democrático saudável e contra a responsabilidade de evitar o caos político, sugerindo que as propostas de pagamento por informações poderiam incentivar distúrbios.

Até a última atualização da ONPE, com 93,23% das atas apuradas, a diferença entre Sánchez e Aliaga fica em pouco mais de 8 mil votos. Sánchez somava 1.884.660 votos (11,98% dos válidos) e Aliaga tinha 1.876.043 votos (11,92%). Fujimori segue na liderança, com aproximadamente 17% dos votos válidos, assegurando vaga no segundo turno.

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