- Dois magnums de Château Lafite Rothschild, rótulos de 1870, vindos das caves do château de Glamis, na Escócia, foram vendidos em Nova York pela Sotheby’s no leilão “Immortal Vintages | 200 Years of Bordeaux” em 17 de abril, por 106.250 e 200.000 dólares.
- O leilão contou com 272 lotes, incluindo outras casas bordelesas renomadas, como Mouton Rothschild, Margaux, Suduiraut e Latour.
- As garrafas tinham estimativa inicial entre 30 mil e 50 mil dólares; uma apresentava etiqueta quase intacta e nível de líquido adequado, enquanto a outra estava muito deteriorada.
- Segundo a Sotheby’s, os vinhos ainda seriam bebíveis, oferecendo aos colecionadores a chance de provar o Bordeaux anterior à grande virada da história vitivinícola com a phylloxera.
- A origem dessas garrafas reforça a história do vinho: vieram das caves do château de Glamis, que tem vínculos históricos com a realeza britânica, incluindo a mãe da rainha Elizabeth II e a princesa Margaret.
Durante a venda realizada pela Sotheby’s, em Nova York, dois magnums de Château Lafite Rothschild, de 1870, originários das caves de um castelo escocês, foram destaque. A dupla ficou entre os 272 lotes da sessão Immortal Vintages | 200 Years of Bordeaux.
Os vinhos foram adquiridos por colecionadores, com lances finais de 106 250 e 200 000 dólares, respectivamente. Estima-se que o conjunto possa ter mantido boa integridade, apesar de um rótulo conservado e o outro bastante danificado.
Os lotes fazem parte de uma oferta que reuniu rótulos de prestígio de Bordeaux, incluindo Mouton Rothschild, Margaux, Suduiraut e Latour. A origem do produto, do castelo de Glamis, na Escócia, é destacada no catálogo como parte do valor histórico.
Proveniência e histórico
O Catálogo ressalta que as vinificações ocorreram antes da phylloxera, o que confere relevância histórica aos exemplares. A peça também remete à antiga guarda no Castelo de Glamis, casa que abriga tesouros enológicos.
Os magnums já tinham passado por Christie’s em 1971, quando foram vendidos pela primeira vez em leilão. A traçabilidade era destacada na época, com muitos exemplares ainda em caixas originais nas adegas do castelo.
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