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Potencial da energia eólica offshore permanece pouco explorado, dizem especialistas

Potencial do vento offshore permanece pouco explorado; usar 1% da área adequada poderia atender cerca de 20% da demanda global de eletricidade e reduzir emissões

Wind farm off Pingtan Island in Pingtan county, Fuzhou, China. Image by Kilian Murphy via Unsplash.
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  • O potencial eólico marinho é grande, porém pouco explorado; estudo aponta que usar 1% da área adequada já poderia suprir cerca de 20% da demanda global de eletricidade e reduzir emissões em mais de 2,3 bilhões de toneladas por ano.
  • Atualmente há about 80 gigawatts gerados por cerca de 15 mil turbinas offshore, com cerca de 150 gigawatts em desenvolvimento; em 2024, a energia dessas turbinas abasteceu aproximadamente 73 milhões de residências.
  • a China lidera o setor, com destaque de capacidade eólica offshore que avançou de menos de cinco gigawatts em 2018 para 42,7 gigawatts em 2025; os custos caíram até 60% na última década, mas inflação e problemas na cadeia de suprimentos fizeram entrada de novos projetos desacelerar.
  • As metas globais variam entre entidades: cerca de 500 gigawatts até 2030 e aproximadamente 2,5 terawatts até 2050 para cumprir o Acordo de Paris; a Global Wind Energy Council aponta 2.000 gigawatts até 2050, enquanto o cenário atual projeta cerca de 238 gigawatts até 2030.
  • A região do Mar do Norte tem papel central, com mais de 100 parques e 30 gigawatits de capacidade; em 2026, dez países assinaram a Declaração de Hamburgo para transformar o Mar do Norte em hub de energia limpa, visando mais de 100 gigawatts até 2050 e 300 gigawatts na região.

O potencial da energia eólica offshore continua subutilizado, apesar de prometer energia limpa, estável e abundante. Especialistas afirmam que o vento marinho pode reduzir a dependência de combustíveis fósseis e fortalecer a segurança energética, em escala global.

A manchete de consenso é simples: mesmo usar 1% da área oceânica apta para essa tecnologia já geraria cerca de 20% da demanda elétrica mundial atual e reduziria as emissões em mais de 2,3 bilhões de toneladas por ano, segundo estudo recente. A análise é conduzida por pesquisadores da National University of Singapore e outros centros.

Ainda assim, o parque offshore global é pequeno: cerca de 15 mil turbinas produzem pouco mais de 80 GW, com estimativa de 150 GW em desenvolvimento e 73 milhões de lares alimentados em 2024. A maior parte do desenvolvimento ocorre na China e na Europa.

Desenvolvimento atual e protagonistas

A trajetória da energia eólica marítima começou em 1991, com uma usina de dezenas de MW no litoral da Dinamarca. Hoje, várias regiões concentram o crescimento, com a China liderando a estrutura de capacidade de offshore e a Europa consolidando operações robustas.

A Ørsted passou de empresa de combustíveis fósseis a gigante renovável, acumulando 10,2 GW em turbinas offshore e operações na Europa, América do Norte e Ásia. Projetos relevantes na região incluem Hornsea 2, no Reino Unido, e Berwick Bank, também britânico, que devem ampliar a capacidade.

Capacidade, custo e inovação

Turbinas maiores ampliam a potência por unidade instalada: em 2017 a média era 5,7 MW; em 2024 a média aproximou-se de 9,8 MW, com testes de turbinas de 15 MW em andamento. Medidas de custo mostram queda de até 60% na última década.

O desenvolvimento flui também para novas fronteiras, incluindo turbinas flutuantes para águas profundas. A região norte do Mar do Norte se destaca, com mais de 100 parques gerando 30 GW atualmente, e assinatura de acordos para transformar a região em polo de energia, até 2050.

Perspectivas e cooperação

Comquadras globais estimam 500 GW até 2030 e 2.000 GW até 2050 para cumprir metas climáticas, segundo entidades internacionais e associações setoriais. Especialistas apontam que objetivos ainda estão abaixo do potencial e dependem de políticas estáveis e licitações contínuas.

A cooperação internacional aparece como pilar para alcançar metas, com acordos como a Declaração de Hamburg e iniciativas entre Alemanha e Dinamarca para a Ilha-Energia de Bornholm. Países adicionais já planejam ampliar investimentos e infraestrutura nesse setor.

Mapas de oportunidades

Regiões subexploradas no Hemisfério Sul emergem como áreas estratégicas, incluindo águas próximas à América do Sul, sudeste da Austrália, New Zealand, bem como regiões do Alaska e do Canadá. A ampliação do mapa de vento marinho exige planejamento, financiamento e inovação tecnológica para ampliar a participação global.

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