- Fóssil de réptil com bico de papagaio, de 230 milhões de anos, foi localizado no Rio Grande do Sul.
- O sítio fica na Formação Santa Maria, com depósitos do Triássico Médio, em área de preservação paleontológica.
- A espécie foi identificada como dicinodonte, a partir do crânio com bico córneo e de tomografia que revelou a estrutura interna.
- O crânio mede cerca de 35 centímetros; o animal era herbívoro seletivo que consumia vegetação rasteira e raízes.
- A descoberta ajuda a entender a radiação de sinapsídeos antes dos dinossauros e amplia o conhecimento sobre a evolução da vida no Brasil.
Um fóssil de réptil com bico de papagaio, datado de 230 milhões de anos, foi localizado por cientistas brasileiros no Rio Grande do Sul. O achado acrescenta dados sobre a fauna do Triássico Médio e a adaptação de herbívoros à paleoclimas da época.
A descoberta ocorreu em sedimentos rochosos de uma área de preservação paleontológica gaúcha, com depósitos atribuídos ao Triássico Médio. O sítio permite estudos sobre a origem de espécies e a geologia da região sul do Brasil.
A pesquisa envolve a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, que coordena análises para entender a evolução dos répteis herbívoros da era Mesozoica. O material encontrado será conservado em coleções científicas nacionais.
Sítio da descoberta e detalhes técnicos
A formação Santa Maria aparece como o principal marco do achado, com preservação de tecidos ósseos mineralizados. O contexto geológico aponta para uma conexão histórica com o Supercontinente Pangeia.
O crânio fossilizado do réptil apresenta um bico córneo característico e foi estudado por meio de tomografia computarizada, que mapeou a estrutura interna dos ossos. Os pesquisadores classificam o animal como dicinodonte.
Dados técnicos indicam idade de 230 milhões de anos, crânio com aproximadamente 35 centímetros de comprimento e alimentação herbívora seletiva, no Triássico Médio.
Papel ecológico e impacto evolutivo
Esses dicinodontes dominavam vegetação rasteira em ambientes áridos e sazonais, com dentição adaptada para raízes. O período favorecia maior diversidade de nichos e movimentos entre continentes, incluindo traços migratórios entre América e África.
Estudos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul apoiam a compreensão dessas interações antigas e ajudam a mapear padrões de evolução dos sinapsídeos antes da ascensão dos dinossauros.
Preservação e memória científica
A preservação do crânio em laboratório envolve remoção cuidadosa da matriz rochosa, aplicação de resinas protetoras e conservação em coleções. Esses processos asseguram o acesso a futuras pesquisas e exposições museológicas.
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