- Um homem de 52 anos exumou os restos esqueléticos da irmã para tentar liberar o dinheiro que ela deixou no banco, em Keonjhar, região leste de Odisha, na Índia.
- O vídeo dele levando o esqueleto ao banco viralizou e gerou indignação, com questionamentos sobre obstáculos bancários após a morte de alguém sem herdeiro nomeado.
- O banco afirmou que não solicitou a presença física dos restos e que o dinheiro foi entregue aos herdeiros legais após a regularização dos documentos.
- A polícia e autoridades locais disseram ter intervindo, devolvendo os restos ao cemitério e oferecendo ajuda ao homem; o caso é apurado e o gerente da agência pode ser responsabilizado.
- Até quarta-feira, foi emitida certidão de óbito e documentos de herdeiro legal, e o banco informou que o valor já foi repassado aos familiares da vítima.
A tarde de segunda-feira, no distrito de Keonjhar, Odisha, ficou marcada por um episódio incomum: Jitu Munda, de 52 anos, carregou restos mortais de sua irmã até uma agência do banco para comprovar a morte dela após não conseguir sacar a herança. O que aconteceu ganhou ampla repercussão nas redes.
De acordo com o relato de Munda, ele tentou acessar os recursos da irmã, que havia falecido no início do ano, sem conseguir apresentar documentos oficiais de óbito. Em meio à frustração, diz ter levado o conjunto de ossos para a agência para demonstrar o óbito.
A polícia informou ter exumado os restos para levar ao banco, enquanto a instituição financeira negou ter solicitado esse procedimento. O banco afirmou ter pedido apenas documentos legais exigidos por lei e atribuiu o episódio a desconhecimento dos procedimentos.
Reação institucional e desdobramentos
O incidente mobilizou críticas a autoridades locais e ao próprio banco, pela dificuldade enfrentada por família rural para tratar de assuntos financeiros após a morte de alguém. O caso está sendo apurado pela Justiça e pela secretaria de Fazenda da região, com promessas de medidas cabíveis.
O banco, identificado como pertencente ao grupo Indian Overseas Bank, afirmou que Munda foi informado sobre o processo, mas não o seguiu. A instituição também alegou que ele chegou ao local em estado supostamente embriagado e, posteriormente, retornou com os restos.
Sushant Kumar Sethi, chefe da agência, disse que o irmão não visitava o banco nos últimos dois meses e que outros herdeiros já haviam procurado a instituição. Foi discutida a exigência de documentos formais para liberação da quantia.
Policiais e autoridades locais intervieram, orientando Munda a devolver os restos à sepultura. O governo estadual informou que a situação está sob análise e que há apoio financeiro aos familiares, além de a documentação ser regularizada.
Ao final, foi emitida a certidão de óbito e documentos de herdeiro legal. O banco informou que o dinheiro já foi transferido aos membros da família da falecida, encerrando, pelo momento, o episódio.
Entre na conversa da comunidade