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80 andares em movimento: conheça o projeto que prometia revolucionar Dubai e ficou só na promessa

Projeto futurista de David Fisher nunca saiu do papel após a crise de 2008 e segue apenas como conceito.

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  • A chamada “Dynamic Tower” seria um arranha-céu de 420 metros em Dubai com 80 andares capazes de girar completamente, tornando a silhueta do edifício uma espécie de escultura em movimento.
  • Os moradores poderiam controlar a rotação por meio de sistemas automatizados; o prédio contaria com 79 turbinas eólicas horizontais entre os andares e painéis solares para gerar energia.
  • A construção seria feita com módulos pré-fabricados, produzidos em fábrica, montados no local apenas por içamento e encaixe no núcleo de concreto.
  • O investimento estimado era de cerca de 700 milhões de dólares, com lançamento previsto para Dubai, mas a crise financeira de 2008 provocou atrasos e a obra foi paralisada, permanecendo apenas em patentes, maquetes e animações.
  • Como referência, o Suite Vollard, em Curitiba, inaugurado em 2004, foi o primeiro prédio giratório do mundo, com 11 andares que giravam, mas nunca foi habitado; mostra viabilidade prática da arquitetura dinâmica.

A chamada Dynamic Tower foi apresentada em 2008 pelo arquiteto italiano David Fisher, em Dubai, como uma proposta capaz de redefinir a ideia de arranha-céu. O projeto previa uma torre de 420 metros de altura, com 80 andares independentes, cada um capaz de girar de forma autônoma, criando uma silhueta em constante transformação.

A proposta combinava arquitetura e automação: cada pavimento seria controlado por sistemas relativamente simples, permitindo aos moradores ajustar a orientação do apartamento conforme a incidência do sol ou preferências pessoais. Na prática, o edifício deixaria de ser estático para se tornar um organismo dinâmico, com ocupações e vistas sempre mutáveis.

Tecnologias e construção

No centro do conceito estava a promessa de autossuficiência energética. O projeto previa a instalação de 79 turbinas eólicas horizontais entre os andares, além de painéis solares distribuídos ao longo da estrutura. A ambição era que o edifício produzisse mais energia do que consumiria, um marco teórico de eficiência no setor.

A construção também romperia com métodos tradicionais. A torre seria montada a partir de módulos pré-fabricados completos, produzidos fora do canteiro. Esses módulos, já equipados com instalações elétricas e hidráulicas, seriam içados e acoplados a um núcleo central de concreto, reduzindo tempo de obra, custos e desperdícios.

Situação atual

Apesar da forte repercussão internacional, o projeto nunca saiu do papel. A crise financeira global de 2008 atingiu em cheio o mercado imobiliário de Dubai, levando ao adiamento e, na prática, à paralisação de empreendimentos de alto custo. Desde então, a Dynamic Tower permanece restrita a patentes, maquetes e simulações digitais.

Referência no Brasil

A ideia de edifícios dinâmicos, no entanto, chegou a ser parcialmente concretizada no Brasil. Em Curitiba, o Suite Vollard, inaugurado em 2004, foi considerado o primeiro prédio giratório do mundo. Com 11 andares capazes de rotacionar individualmente, o edifício não incorporava geração de energia, mas antecipava o conceito de mobilidade arquitetônica. Hoje, está desocupado.

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